quinta-feira, outubro 28, 2010
As 10 doenças que mais prejudicam a saúde dos idosos brasileiros:
Infarto, angina e seus amigos (11,8%) — A doença cardíaca isquêmica consiste no entupimento (ou, muito raramente, num espasmo) das artérias coronarianas, que levam o sangue ao coração.
AVC (9,9%) — A doença cerebrovascular consiste não apenas no derrame (AVC), mas também em outras formas menos dramáticas, mas que também prejudicam a autonomia do idoso.
Diabetes mellitus (5,9%) — Essa doença dispensa apresentação, e já escrevi um bocado sobre ela. Com o envelhecimento da população, espera-se um aumento cada vez maior do número de diabéticos. (Esqueci de incluir o diabetes mellitus no artigo sobre as 10 principais doenças da mulher brasileira… Corrigido.)
Enfisema pulmonar e bronquite crônica (5,6%) — Já descrevi o DPOC no artigo sobre as 10 principais doenças da mulher brasileira. Espero que ao longo das próximas décadas o problema comece a diminuir, como consequência do combate ao tabagismo.
Mal de Alzheimer e outras demências (4,2%) — Não é normal o idoso ficar gagá. Repito: não é normal. O esquecimento pode ter outras causas além da demência; o mais comum é uma depressão, mas também pode ser uma doença no corpo. (Leia também: Como saber se você está com depressão.)
Perda de audição (3,3%) — OK, isso não é bem uma doença, é uma condição crônica. Algumas pessoas realmente perdem a audição com a idade, e o aparelho de audição pode ajudar muito na reintegração dessas pessoas à sociedade. Mas às vezes a coisa é mais simples: ouvido entupido por cera. (Dica: não use cotonete dentro do ouvido!)
Doença cardíaca hipertensiva (3,3%) — Você reparou que a hipertensão não apareceu até agora? Se fosse só a pressão ficar alta, não haveria problema algum. Mas uma pressão arterial elevada por anos a fio pode causar uma série de doenças; já citamos o infarto e o derrame, mas o próprio músculo do coração pode adoecer, causando a doença cardíaca hipertensiva. Num grau mais avançado, isso vira insuficiência cardíaca, ou seja, coração inchado. (Existem outras causas de insuficiência cardíaca além da doença cardíaca hipertensiva.)
Pneumonia (2,7%) — Muita gente não sabe, mas a vacina contra a gripe (suína ou comum) também previne pneumonia; esse é um dos motivos dos idosos a receberem. Existem outras vacinas que poderiam ajudar, mas prefiro não discutir hoje se vale a pena ou não tomá-las. Outra forma de prevenir a pneumonia é cuidar de outras doenças, para que a pessoa não fique acamada ou de outra forma debilitada.
Osteoartrose (2,6%) — Esse é o tipo mais comum de reumatismo; ao contrário do que muita gente acha, não é a mesma coisa que osteoporose. Para saber mais sobre essa diferença, leia o início do artigo Como prevenir a osteoporose. Daqui a dois dias pretendo escrever sobre uma série de estudos que avaliou um dos medicamentos mais usados contra a osteoartrose.
Catarata (2,2%) — O olho humano tem uma lente, chamada cristalino, por onde a luz passa para chegar até a retina. Com a idade o cristalino fica cada vez menos transparente, mas o tratamento cirúrgico só deve ser feito se a catarata estiver incomodando a pessoa.
Assim como nas listas anteriores, os números entre parênteses representam a participação da doença na carga total de doença dos idosos brasileiros, medida em anos de vida perdidos, com um ajuste para o grau de incapacidade dos doentes que estão vivos, e levando em consideração o número de pessoas afetadas.
A maioria das doenças da lista pode ser prevenida e/ou adiada com um estilo de vida saudável e tratamentos adequados, mas geralmente não é possível evitar completamente a doença, e uma vez que a pessoa tenha, é para sempre. Nesse contexto, é importante privilegiar ações preventivas e de tratamento e recuperação que preservem a autonomia da pessoa idosa, ou seja, que permitam à pessoa continuar desempenhando suas atividades sem depender da ajuda dos outros.
domingo, setembro 12, 2010
Quando começamos a envelhecer
O envelhecimento começa ao nascer, mas é a partir dos 60 anos que as pessoas ganham o status de velho. O marco, estabelecido pela Organização Mundial de Saúde, serve de parâmetro para pesquisas e estudos que monitoram as transformações da sociedade. De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia em Pernambuco, Alexandre Mattos, estudos científicos comprovam que quem se mantém ativo na terceira idade tem uma longevidade maior e com menos doenças. “Segundo as pesquisas, o envelhecimento bem-sucedido está baseado em um tripé: atividade social, financeira e afetiva e amorosa”, afirma.
Para algumas pessoas, ser considerado idoso soa estranho, incômodo. E esse rótulo pode parecer inadequado, também, para quem olha de fora. Tudo depende da maneira como a pessoa se coloca na vida. É isso que faz a gente achar que a idade de alguém, às vezes, é só um detalhe.
À primeira vista, é esquisito associar a imagem do cantor Caetano Veloso a alguém que já chegou à terceira idade. Mas, entre outras qualidades, é isso que ele é - um idoso, prestes a completar 70 anos. A atriz Fernanda Montenegro e a apresentadora Hebe Camargo já estão na casa dos 80, O cultuado e controvertido teatrólogo Zé Celso Martinez tem 73. Não é raro encontrar personalidades que alcançaram a maturidade e permanecem atuantes nos negócios, nas artes, na política e nos esportes.
O mesmo acontece com personagens anônimos, que continuam a produzir e criar, na vida profissional e pessoal. O jornalista Claudio Viana é um exemplo de vitalidade e mente ativa, associadas a uma boa administração dos limites físicos impostos pela idade. Além das atividades à frente de um escritório de comunicação com uma equipe de nove colaboradores, ele integra um grupo de discussão sobre comportamento de consumo, inovação e tendências, organizado pela Natura, com consumidores de todas as idades, considerados estratégicos.
O avanço do conhecimento e o acesso à informação colaboram para subverter a ótica do senso comum sobre a chegada à idade madura e seus efeitos sobre o emocional das pessoas. Mas a mudança interior é a maior responsável pela construção de uma nova terceira idade.
Claudio Viana reforça o discurso sobre a importância dessa mudança de postura e atitude, que ocorre de dentro pra fora: “Antes, eu achava que a idade era um limitador, mas, com o tempo, fui ficando indiferente a isso. Cada vez mais acredito que é possível viver várias juventudes ao longo da vida, mas é preciso estar atento para percebê-las. Se não, elas escapam. Uma das coisas que mais blindam a nossa visão para essas várias juventudes é o medo do ridículo”, afirma.
Sobre o receio do julgamento alheio, a psicóloga e gerontóloga Suelena Torres, afirma que, sociologicamente, o envelhecimento ainda é muito pautado por impedimentos culturais e mandos sociais, como, por exemplo, as máximas de que idoso não pode usar roupa muito colorida, andar de bicicleta ou dançar ritmos considerados jovens.
Na opinião de Suelena, professora da Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o idoso pode desempenhar as mesmas atividades de uma pessoa mais jovem, respeitando as limitações de cada um. “É preciso trabalhar a autoconfiança e a autoestima. As pessoas devem contestar os próprios limites e não repetir padrões de autocensura ao longo da vida”, sugere.
A IDADE REAL De acordo com a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2008, no Brasil, existem cerca de 21 milhões de pessoas com idade a partir de 60 anos. Esse universo é subdividido entre dois grupos: os idosos jovens, de 60 a 79 anos, e os muito idosos, a partir dos 80 anos.
A população está envelhecendo e o Brasil não é mais um país de jovens. Segundo Suelena Torres, até as famigeradas crises de idade, que antes aconteciam aos 30, 40 anos, hoje ocorrem aos 50. “A verdadeira crise, hoje, pertence aos jovens, que ainda precisam definir o que querem da vida”, diz.
Nossa população vive mais, mas ainda carregamos uma forte herança simbólica em relação ao caráter pejorativo do envelhecimento. Isso se revela em situações cotidianas como, por exemplo, na maneira de definir ou apresentar alguém como pessoa de idade, ou no comportamento dos próprios idosos. “A maior parte deles ainda se recolhe, se isola. O trabalho é uma maneira de se manter ativo socialmente. O fator ocupação é tão importante que algumas pessoas se negam a revelar que são aposentadas, com receio de serem vistas como alguém que não faz nada”, afirma Suelena.
Para a pesquisadora, a idade é uma espécie de rótulo ou máscara social. “É uma medida cronológica, um parâmetro de controle que pode ditar o que é ou não permitido para uma determinada faixa etária”, explica. Por esse motivo, a própria Suelena mudou de opinião em relação à opção individual de revelar ou omitir a idade. “A idade também pode ser usada como ferramenta de exclusão discriminatória, de status ou de manipulação, e isso determina a forma como você é olhado pelos outros”, afirma ela, que atualmente prefere não dizer quantos anos tem.
“Idade é a experiência do tempo do que somos a cada momento.” A afirmação é do professor do Departamento de Filosofia da UFPE, Jesus Vazquez. Segundo ele, com a idade, nos damos conta do nosso caráter efêmero. E, desde cedo, temos conhecimento de nossa temporalidade finita. “É esse caráter de finitude – que tanto nos incomoda – que nos faz tão frágeis, independentemente de quantos anos temos”, explica.
O que tem se tornado cada vez mais claro é que a idade de alguém é o resultado de uma equação que soma o tempo cronológico de vida com a idade emocional, mais a imagem que a pessoa passa (quantos anos as pessoas acham que você tem) e a posição que cada um ocupa na sociedade. E aí a autoimagem aparece como variável importante.
O professor de português aposentado Carlos Alberto Dantas, nem de longe, se define como idoso. “Não entro nas filas de idosos porque acho que tenho vigor suficiente para enfrentar o atendimento comum. E, quando as uso, preciso mostrar o documento para comprovar minha idade”, conta, admitindo que tem dificuldade de se reconhecer com os atuais 63 anos.
De todos os temas que permeiam o envelhecimento, o sexo é o mais melindroso. As reações ao tema variam de acordo com a região do País, mas, em geral, o idoso é visto como um ser assexuado. “Com a idade, a pessoa vai perdendo seu valor de mercado. É como se a sensualidade, a atratividade e o potencial erótico estivessem associados à capacidade reprodutiva e, nesse caso, as mulheres perdem mais”, diz Suelena Torres.
Mas, ela afirma que, dependendo da maneira como o assunto é colocado, as pessoas se abrem. “Eu me deparo com homens maduros que desejam ter parceiras da mesma faixa etária, mas, na maioria dos casos, encontram dificuldades para se aproximar. Por isso, muitos acabam buscando parceiras mais jovens, que são mais receptivas”, surpreende.
Para algumas pessoas, ser considerado idoso soa estranho, incômodo. E esse rótulo pode parecer inadequado, também, para quem olha de fora. Tudo depende da maneira como a pessoa se coloca na vida. É isso que faz a gente achar que a idade de alguém, às vezes, é só um detalhe.
À primeira vista, é esquisito associar a imagem do cantor Caetano Veloso a alguém que já chegou à terceira idade. Mas, entre outras qualidades, é isso que ele é - um idoso, prestes a completar 70 anos. A atriz Fernanda Montenegro e a apresentadora Hebe Camargo já estão na casa dos 80, O cultuado e controvertido teatrólogo Zé Celso Martinez tem 73. Não é raro encontrar personalidades que alcançaram a maturidade e permanecem atuantes nos negócios, nas artes, na política e nos esportes.
O mesmo acontece com personagens anônimos, que continuam a produzir e criar, na vida profissional e pessoal. O jornalista Claudio Viana é um exemplo de vitalidade e mente ativa, associadas a uma boa administração dos limites físicos impostos pela idade. Além das atividades à frente de um escritório de comunicação com uma equipe de nove colaboradores, ele integra um grupo de discussão sobre comportamento de consumo, inovação e tendências, organizado pela Natura, com consumidores de todas as idades, considerados estratégicos.
O avanço do conhecimento e o acesso à informação colaboram para subverter a ótica do senso comum sobre a chegada à idade madura e seus efeitos sobre o emocional das pessoas. Mas a mudança interior é a maior responsável pela construção de uma nova terceira idade.
Claudio Viana reforça o discurso sobre a importância dessa mudança de postura e atitude, que ocorre de dentro pra fora: “Antes, eu achava que a idade era um limitador, mas, com o tempo, fui ficando indiferente a isso. Cada vez mais acredito que é possível viver várias juventudes ao longo da vida, mas é preciso estar atento para percebê-las. Se não, elas escapam. Uma das coisas que mais blindam a nossa visão para essas várias juventudes é o medo do ridículo”, afirma.
Sobre o receio do julgamento alheio, a psicóloga e gerontóloga Suelena Torres, afirma que, sociologicamente, o envelhecimento ainda é muito pautado por impedimentos culturais e mandos sociais, como, por exemplo, as máximas de que idoso não pode usar roupa muito colorida, andar de bicicleta ou dançar ritmos considerados jovens.
Na opinião de Suelena, professora da Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o idoso pode desempenhar as mesmas atividades de uma pessoa mais jovem, respeitando as limitações de cada um. “É preciso trabalhar a autoconfiança e a autoestima. As pessoas devem contestar os próprios limites e não repetir padrões de autocensura ao longo da vida”, sugere.
A IDADE REAL De acordo com a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2008, no Brasil, existem cerca de 21 milhões de pessoas com idade a partir de 60 anos. Esse universo é subdividido entre dois grupos: os idosos jovens, de 60 a 79 anos, e os muito idosos, a partir dos 80 anos.
A população está envelhecendo e o Brasil não é mais um país de jovens. Segundo Suelena Torres, até as famigeradas crises de idade, que antes aconteciam aos 30, 40 anos, hoje ocorrem aos 50. “A verdadeira crise, hoje, pertence aos jovens, que ainda precisam definir o que querem da vida”, diz.
Nossa população vive mais, mas ainda carregamos uma forte herança simbólica em relação ao caráter pejorativo do envelhecimento. Isso se revela em situações cotidianas como, por exemplo, na maneira de definir ou apresentar alguém como pessoa de idade, ou no comportamento dos próprios idosos. “A maior parte deles ainda se recolhe, se isola. O trabalho é uma maneira de se manter ativo socialmente. O fator ocupação é tão importante que algumas pessoas se negam a revelar que são aposentadas, com receio de serem vistas como alguém que não faz nada”, afirma Suelena.
Para a pesquisadora, a idade é uma espécie de rótulo ou máscara social. “É uma medida cronológica, um parâmetro de controle que pode ditar o que é ou não permitido para uma determinada faixa etária”, explica. Por esse motivo, a própria Suelena mudou de opinião em relação à opção individual de revelar ou omitir a idade. “A idade também pode ser usada como ferramenta de exclusão discriminatória, de status ou de manipulação, e isso determina a forma como você é olhado pelos outros”, afirma ela, que atualmente prefere não dizer quantos anos tem.
“Idade é a experiência do tempo do que somos a cada momento.” A afirmação é do professor do Departamento de Filosofia da UFPE, Jesus Vazquez. Segundo ele, com a idade, nos damos conta do nosso caráter efêmero. E, desde cedo, temos conhecimento de nossa temporalidade finita. “É esse caráter de finitude – que tanto nos incomoda – que nos faz tão frágeis, independentemente de quantos anos temos”, explica.
O que tem se tornado cada vez mais claro é que a idade de alguém é o resultado de uma equação que soma o tempo cronológico de vida com a idade emocional, mais a imagem que a pessoa passa (quantos anos as pessoas acham que você tem) e a posição que cada um ocupa na sociedade. E aí a autoimagem aparece como variável importante.
O professor de português aposentado Carlos Alberto Dantas, nem de longe, se define como idoso. “Não entro nas filas de idosos porque acho que tenho vigor suficiente para enfrentar o atendimento comum. E, quando as uso, preciso mostrar o documento para comprovar minha idade”, conta, admitindo que tem dificuldade de se reconhecer com os atuais 63 anos.
De todos os temas que permeiam o envelhecimento, o sexo é o mais melindroso. As reações ao tema variam de acordo com a região do País, mas, em geral, o idoso é visto como um ser assexuado. “Com a idade, a pessoa vai perdendo seu valor de mercado. É como se a sensualidade, a atratividade e o potencial erótico estivessem associados à capacidade reprodutiva e, nesse caso, as mulheres perdem mais”, diz Suelena Torres.
Mas, ela afirma que, dependendo da maneira como o assunto é colocado, as pessoas se abrem. “Eu me deparo com homens maduros que desejam ter parceiras da mesma faixa etária, mas, na maioria dos casos, encontram dificuldades para se aproximar. Por isso, muitos acabam buscando parceiras mais jovens, que são mais receptivas”, surpreende.
sábado, setembro 11, 2010
Encolhimento do cérebro
Um estudo britânico sugere que altas doses de vitaminas B podem reduzir pela metade o ritmo do encolhimento do cérebro em pessoas com alguns sinais de Alzheimer.
O encolhimento do cérebro é um dos sintomas da debilidade cognitiva leve que pode ser um dos indicadores iniciais de demência.
Os pesquisadores da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, afirmam que a descoberta pode ser um passo importante na busca por formas de retardar os efeitos do Alzheimer.
De acordo com especialistas, o resultado da pesquisa é importante, mas são necessários mais estudos.
Declínio mental
A pesquisa, publicada na revista especializada Public Library of Science One, avaliou 168 pacientes que sofriam, em algum nível, do declínio mental conhecido como debilidade cognitiva leve.
A condição - marcada por pequenos lapsos de memória e problemas de linguagem - vai além do que é considerado "normal" no processo de envelhecimento e pode ser um indicativo do desenvolvimento de Alzheimer ou outras formas de demência.
Metade dos voluntários recebeu um comprimido diário contendo níveis de ácido fólico, vitamina B6 e B12 acima da dose diária recomendada. A outra metade recebeu um placebo.
Depois de dois anos, os pesquisadores mediram o ritmo de encolhimento do cérebro dos pacientes.
O cérebro de uma pessoa com mais de 60 anos encolhe, em média, a um ritmo de 0,5% ao ano. O cérebro das pessoas que sofrem de debilidade cognitiva leve encolhe a um ritmo duas vezes mais rápido. Nos pacientes de Alzheimer, este ritmo chega a 2,5% ao ano.
A equipe de pesquisadores de Oxford concluiu que, em média, o encolhimento do cérebro dos pacientes que tomaram o complemento vitamínico ocorreu a um ritmo 30% mais lento.
Em alguns casos, este ritmo chegou a ser mais do que 50% mais lento, fazendo com que sua atrofia cerebral fosse equivalente a de uma pessoa sem qualquer debilidade cognitiva.
Protegendo o cérebro
Algumas vitaminas B - ácido fólico, vitamina B6 e B12 - controlam os níveis da substância conhecida com homocisteína no sangue. Altos níveis de homocisteína são associados ao encolhimento mais rápido do cérebro e ao Alzheimer.
Os autores do estudo sugerem que os efeitos da vitamina B sobre os níveis de homocisteína ajudaram a reduzir o ritmo de encolhimento do cérebro.
Segundo o autor do estudo, David Smith, os resultados foram mais significativos do que os cientistas esperavam.
"É um efeito maior do que o previsto", disse ele.
"Essas vitaminas estão fazendo algo pela estrutura do cérebro - estão protegendo-a, e isso é muito importante porque precisamos proteger o cérebro para evitar o Alzheimer."
Smith afirmou, no entanto, que são necessárias mais pesquisas para determinar se as altas doses de vitamina B realmente evitam o desenvolvimento de Alzheimer em pacientes com debilidade cognitiva leve.
As vitaminas B são encontradas normalmente em vários alimentos, inclusive carne, peixe, ovos e verduras.
Especialistas, no entanto, afirmam que ninguém deve sair tomando doses mais altas do que as recomendadas depois deste estudo, já que também há outros riscos para a saúde.
segunda-feira, setembro 06, 2010
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| 29 anos..........79 anos |
QUANDO COMEÇAMOS A ENVELHECER?
O envelhecimento começa ao nascer, mas é a partir dos 60 anos que as pessoas ganham o status de velho. O marco, estabelecido pela Organização Mundial de Saúde, serve de parâmetro para pesquisas e estudos que monitoram as transformações da sociedade. De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia em Pernambuco, Alexandre Mattos, estudos científicos comprovam que quem se mantém ativo na terceira idade tem uma longevidade maior e com menos doenças. “Segundo as pesquisas, o envelhecimento bem-sucedido está baseado em um tripé: atividade social, financeira e afetiva e amorosa”, afirma.
Para algumas pessoas, ser considerado idoso soa estranho, incômodo. E esse rótulo pode parecer inadequado, também, para quem olha de fora. Tudo depende da maneira como a pessoa se coloca na vida. É isso que faz a gente achar que a idade de alguém, às vezes, é só um detalhe.
À primeira vista, é esquisito associar a imagem do cantor Caetano Veloso a alguém que já chegou à terceira idade. Mas, entre outras qualidades, é isso que ele é - um idoso, prestes a completar 70 anos. A atriz Fernanda Montenegro e a apresentadora Hebe Camargo já estão na casa dos 80, O cultuado e controvertido teatrólogo Zé Celso Martinez tem 73. Não é raro encontrar personalidades que alcançaram a maturidade e permanecem atuantes nos negócios, nas artes, na política e nos esportes.
O mesmo acontece com personagens anônimos, que continuam a produzir e criar, na vida profissional e pessoal. O jornalista Claudio Viana é um exemplo de vitalidade e mente ativa, associadas a uma boa administração dos limites físicos impostos pela idade. Além das atividades à frente de um escritório de comunicação com uma equipe de nove colaboradores, ele integra um grupo de discussão sobre comportamento de consumo, inovação e tendências, organizado pela Natura, com consumidores de todas as idades, considerados estratégicos.
O avanço do conhecimento e o acesso à informação colaboram para subverter a ótica do senso comum sobre a chegada à idade madura e seus efeitos sobre o emocional das pessoas. Mas a mudança interior é a maior responsável pela construção de uma nova terceira idade.
Claudio Viana reforça o discurso sobre a importância dessa mudança de postura e atitude, que ocorre de dentro pra fora: “Antes, eu achava que a idade era um limitador, mas, com o tempo, fui ficando indiferente a isso. Cada vez mais acredito que é possível viver várias juventudes ao longo da vida, mas é preciso estar atento para percebê-las. Se não, elas escapam. Uma das coisas que mais blindam a nossa visão para essas várias juventudes é o medo do ridículo”, afirma.
Sobre o receio do julgamento alheio, a psicóloga e gerontóloga Suelena Torres, afirma que, sociologicamente, o envelhecimento ainda é muito pautado por impedimentos culturais e mandos sociais, como, por exemplo, as máximas de que idoso não pode usar roupa muito colorida, andar de bicicleta ou dançar ritmos considerados jovens.
Na opinião de Suelena, professora da Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o idoso pode desempenhar as mesmas atividades de uma pessoa mais jovem, respeitando as limitações de cada um. “É preciso trabalhar a autoconfiança e a autoestima. As pessoas devem contestar os próprios limites e não repetir padrões de autocensura ao longo da vida”, sugere.
A IDADE REAL De acordo com a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2008, no Brasil, existem cerca de 21 milhões de pessoas com idade a partir de 60 anos. Esse universo é subdividido entre dois grupos: os idosos jovens, de 60 a 79 anos, e os muito idosos, a partir dos 80 anos.
A população está envelhecendo e o Brasil não é mais um país de jovens. Segundo Suelena Torres, até as famigeradas crises de idade, que antes aconteciam aos 30, 40 anos, hoje ocorrem aos 50. “A verdadeira crise, hoje, pertence aos jovens, que ainda precisam definir o que querem da vida”, diz.
Nossa população vive mais, mas ainda carregamos uma forte herança simbólica em relação ao caráter pejorativo do envelhecimento. Isso se revela em situações cotidianas como, por exemplo, na maneira de definir ou apresentar alguém como pessoa de idade, ou no comportamento dos próprios idosos. “A maior parte deles ainda se recolhe, se isola. O trabalho é uma maneira de se manter ativo socialmente. O fator ocupação é tão importante que algumas pessoas se negam a revelar que são aposentadas, com receio de serem vistas como alguém que não faz nada”, afirma Suelena.
Para a pesquisadora, a idade é uma espécie de rótulo ou máscara social. “É uma medida cronológica, um parâmetro de controle que pode ditar o que é ou não permitido para uma determinada faixa etária”, explica. Por esse motivo, a própria Suelena mudou de opinião em relação à opção individual de revelar ou omitir a idade. “A idade também pode ser usada como ferramenta de exclusão discriminatória, de status ou de manipulação, e isso determina a forma como você é olhado pelos outros”, afirma ela, que atualmente prefere não dizer quantos anos tem.
“Idade é a experiência do tempo do que somos a cada momento.” A afirmação é do professor do Departamento de Filosofia da UFPE, Jesus Vazquez. Segundo ele, com a idade, nos damos conta do nosso caráter efêmero. E, desde cedo, temos conhecimento de nossa temporalidade finita. “É esse caráter de finitude – que tanto nos incomoda – que nos faz tão frágeis, independentemente de quantos anos temos”, explica.
O que tem se tornado cada vez mais claro é que a idade de alguém é o resultado de uma equação que soma o tempo cronológico de vida com a idade emocional, mais a imagem que a pessoa passa (quantos anos as pessoas acham que você tem) e a posição que cada um ocupa na sociedade. E aí a autoimagem aparece como variável importante.
O professor de português aposentado Carlos Alberto Dantas, nem de longe, se define como idoso. “Não entro nas filas de idosos porque acho que tenho vigor suficiente para enfrentar o atendimento comum. E, quando as uso, preciso mostrar o documento para comprovar minha idade”, conta, admitindo que tem dificuldade de se reconhecer com os atuais 63 anos.
De todos os temas que permeiam o envelhecimento, o sexo é o mais melindroso. As reações ao tema variam de acordo com a região do País, mas, em geral, o idoso é visto como um ser assexuado. “Com a idade, a pessoa vai perdendo seu valor de mercado. É como se a sensualidade, a atratividade e o potencial erótico estivessem associados à capacidade reprodutiva e, nesse caso, as mulheres perdem mais”, diz Suelena Torres.
Mas, ela afirma que, dependendo da maneira como o assunto é colocado, as pessoas se abrem. “Eu me deparo com homens maduros que desejam ter parceiras da mesma faixa etária, mas, na maioria dos casos, encontram dificuldades para se aproximar. Por isso, muitos acabam buscando parceiras mais jovens, que são mais receptivas”, surpreende.
sábado, setembro 04, 2010
Padrões de sono em idosos sadios
Cochilar um pouco não é sinal de problema de saúde para um idoso, mas se essas sonecas passarem do limite, isso pode ser um indício de que algo não vai bem com seu estado físico ou psicológico. Durante muito tempo, achou-se que a fragmentação do sono de um idoso, ou seja, o "sono picado", era causada pela degeneração das estruturas do cérebro responsáveis pelo controle dos ritmos biológicos, os assim chamados "relógios biológicos". No entanto, a pesquisas, sobre os padrões de sono de idosos saudáveis e ativos, sugere interpretação alternativa.
Foram estudados idosos sadios do Grupo da Terceira Idade do Sesc de Campinas, medindo as ocorrências de sono dia após dia por meio do actígrafo, um aparelho de pulso que registra a atividade motora permitindo inferir as ocorrências de sono. "Nossa dúvida era se esse padrão mais fragmentado era uma característica intrínseca ao avanço da idade ou se estaria associado a algum estado de sofrimento", afirma Menna-Barreto. "Uma das hipóteses a ser verificada era que, se a fragmentação do sono era uma decorrência normal do envelhecimento, então, quanto mais idoso, maior deveria ser a fragmentação". Ele afirma que mais de dois episódios por dia podem ser chamados de "sono fragmentado", independente da duração.
No entanto, o que o grupo pôde constatar foi que a fragmentação do sono não é uma característica intríseca dos idosos, estando provavelmente relacionada a efeitos secundários de doenças características da terceira idade e/ou ao abandono social e falta de motivação em geral. "Dores em geral interferem no sono, superficializando-o ou mesmo inibindo-o. Distúrbios respiratórios são causas freqüentes de problemas no sono", explica. "Em deprimidos freqüentemente são encontradas alterações na arquitetura do sono, ou seja, na sequência de fases mais superficiais e profundas em uma noite de sono".
Quanto ao hábito da sesta afirma-se que não é sinal de desorganização temporal e que não pode ser considerada sono fragmentado. "O que parece ser normal é uma tendência ao sono no início da tarde. Algumas pessoas dormem regularmente a sesta após o almoço, outras não", diz. Na pesquisa, tanto os idosos que cochilavam quanto os que não cochilavam tinham uma vida bastante satisfatória. "Nossos resultados mostram idosos que dormem a sesta e outros que não dormem, até onde sabemos sem relação com a idade mais ou menos avançada", afirma o pesquisador. Alguns podem não sentir necessidade de fazer uma sesta quando jovens, mas podem passar a fazê-la quando não têm mais compromissos.
"No entanto, quando um idoso começa a fragmentar demais o sono ele deve, antes de mais nada, avaliar se isso não é conseqüência de algum estado de sofrimento", alerta Menna-Barreto. "Mas tanto quanto a dor física, a dor da alma também tem efeitos negativos sobre o sono, já que a falta de motivação que acompanha os quadros depressivos pode comprometer a sincronicidade dos relógios biológicos com os ciclos ambientais"
Para o idoso que sofre de sono fragmentado, o pesquisador afirma que já há tratamentos em teste, como mudanças de hábito e exercícios. Recentemente passou-se a utilizar também banhos de luz e uso de hormônios (melatonina, que sinaliza a ocorrência da noite e do dia). "Não há consenso científico sobre esses procedimentos, embora seja geralmente aceito que medidas que promovam regularidade de hábitos sejam acompanhadas de melhorias na qualidade do sono", assegura.
terça-feira, agosto 31, 2010
A Hipertensão Arterial em idosos
A Hipertensão Arterial é doença crônica caracterizada pela elevação da pressão arterial igual ou acima de 140/90 (14 por 9), quando verificada em várias medidas e em horários diferentes do dia. Embora haja tendência de aumento da pressão arterial com a idade, o objetivo é manter níveis abaixo de 140/90. Estudos demonstraram que cerca de 65% dos idosos são hipertensos e que seu controle adequado reduz significativamente os ataques cardíacos e os derrames cerebrais na população idosa.
1. Pressão alta e Hipertensão Arterial soo a mesma coisa?
R. Não. Você pode, em momentos de estresse ou ansiedade, ter uma elevação momentânea da pressão arterial e, após, ela pode retornar ao normal; isto não quer dizer que você tem Hipertensão Arterial, mas que você deverá ter um controle mais periódico de sua pressão.
2. Por que um indivíduo se torna hipertenso?
R. A Hipertensão Arterial pode ser causada por herança genética, tendência familiar e, muitas vezes, está associada a alguns estilos de vida como sedentarismo, hábitos alimentares, fumo, etc. Discute-se atualmente se o estresse emocional é ou não é causa de Hipertensão, mas o bom equilíbrio emocional é muito importante para manter a pressão arterial controlada. Outro aspecto de extrema importância, principalmente nas pessoas com mais de 60 anos de idade, está relacionado à quantidade de sal que se come diariamente. O sal é, sem dúvida, um dos maiores aliados da pressão alta em idosos.
3. A Hipertensão Arterial só aparece na pessoa idosa?
R. Em geral, manifesta-se após os 40 anos; na 3a idade, ela se torna mais frequente, mas pode ocorrer na infância, geralmente relacionada às doenças dos rins e durante a gravidez.
4. Quais os sintomas mais frequentes da Hipertensão Arterial?
R. Habitualmente ela é uma doença silenciosa, podendo ocasionalmente causar tontura, dor de cabeça, geralmente localizada na nuca, pontos brilhantes nos olhos, cansaço e falta de ar.
5. A Hipertensão Arterial pode provocar lesão no organismo?
R. Sim. Quando não controlado, o hipertenso apresenta grande risco de ter derrame cerebral, angina, infarto do miocárdio, falência da função dos rins, doenças na retina e doenças nas artérias dos membros inferiores.
6. Hipertensão Arterial tem cura?
R. Na maioria das vezes, não. Como é doença crônica, ela não tem cura. Mas o tratamento e controle adequados, sob rigorosa orientação médica, impedem o aparecimento de lesões no organismo, permitindo ao hipertenso levar uma vida saudável.
7. O que o idoso hipertenso precisa saber para levar uma vida saudável?
R. Não só a pessoa idosa, mas todo hipertenso precisa alterar seus hábitos de vida, fazendo uma dieta pobre em gorduras e sal (evitar o uso de saleiro, temperos prontos, alimentos defumados e enlatados) e rica em fibras; realizar atividades físicas regulares; evitar o fumo; controlar o estresse emocional.
8. A obesidade pode levar à Hipertensão Arterial?
R. O indivíduo obeso tem risco aumentado de ser hipertenso, sendo que reduções de peso corporal permitam um melhor controle dos níveis de pressão arterial.
9. O idoso hipertenso pode fazer exercício?
R. Sim. Atividades físicas como caminhar, nadar, pedalar, dançar, fazer exercícios aeróbicos são muito importantes para um bom controle da pressão arterial e diminuição do estresse emocional. Mas, lembre-se: é sempre necessário consultar seu médico para orientá-lo sobre a atividade física mais adequada.
10. O serviço público possui programas para o tratamento do hipertenso idoso?
R. As Secretarias Municipais de Saúde possuem o Programa Saúde do Idoso e o Programa de Hipertensão e Diabetes, que coordenam todas as atividades relacionadas com o atendimento ao idoso e especificamente aos portadores de hipertensão arterial e diabetes.
Fonte: Manual do Idoso da Força Sindical
A Hipertensão Arterial é doença crônica caracterizada pela elevação da pressão arterial igual ou acima de 140/90 (14 por 9), quando verificada em várias medidas e em horários diferentes do dia. Embora haja tendência de aumento da pressão arterial com a idade, o objetivo é manter níveis abaixo de 140/90. Estudos demonstraram que cerca de 65% dos idosos são hipertensos e que seu controle adequado reduz significativamente os ataques cardíacos e os derrames cerebrais na população idosa.
1. Pressão alta e Hipertensão Arterial soo a mesma coisa?
R. Não. Você pode, em momentos de estresse ou ansiedade, ter uma elevação momentânea da pressão arterial e, após, ela pode retornar ao normal; isto não quer dizer que você tem Hipertensão Arterial, mas que você deverá ter um controle mais periódico de sua pressão.
2. Por que um indivíduo se torna hipertenso?
R. A Hipertensão Arterial pode ser causada por herança genética, tendência familiar e, muitas vezes, está associada a alguns estilos de vida como sedentarismo, hábitos alimentares, fumo, etc. Discute-se atualmente se o estresse emocional é ou não é causa de Hipertensão, mas o bom equilíbrio emocional é muito importante para manter a pressão arterial controlada. Outro aspecto de extrema importância, principalmente nas pessoas com mais de 60 anos de idade, está relacionado à quantidade de sal que se come diariamente. O sal é, sem dúvida, um dos maiores aliados da pressão alta em idosos.
3. A Hipertensão Arterial só aparece na pessoa idosa?
R. Em geral, manifesta-se após os 40 anos; na 3a idade, ela se torna mais frequente, mas pode ocorrer na infância, geralmente relacionada às doenças dos rins e durante a gravidez.
4. Quais os sintomas mais frequentes da Hipertensão Arterial?
R. Habitualmente ela é uma doença silenciosa, podendo ocasionalmente causar tontura, dor de cabeça, geralmente localizada na nuca, pontos brilhantes nos olhos, cansaço e falta de ar.
5. A Hipertensão Arterial pode provocar lesão no organismo?
R. Sim. Quando não controlado, o hipertenso apresenta grande risco de ter derrame cerebral, angina, infarto do miocárdio, falência da função dos rins, doenças na retina e doenças nas artérias dos membros inferiores.
6. Hipertensão Arterial tem cura?
R. Na maioria das vezes, não. Como é doença crônica, ela não tem cura. Mas o tratamento e controle adequados, sob rigorosa orientação médica, impedem o aparecimento de lesões no organismo, permitindo ao hipertenso levar uma vida saudável.
7. O que o idoso hipertenso precisa saber para levar uma vida saudável?
R. Não só a pessoa idosa, mas todo hipertenso precisa alterar seus hábitos de vida, fazendo uma dieta pobre em gorduras e sal (evitar o uso de saleiro, temperos prontos, alimentos defumados e enlatados) e rica em fibras; realizar atividades físicas regulares; evitar o fumo; controlar o estresse emocional.
8. A obesidade pode levar à Hipertensão Arterial?
R. O indivíduo obeso tem risco aumentado de ser hipertenso, sendo que reduções de peso corporal permitam um melhor controle dos níveis de pressão arterial.
9. O idoso hipertenso pode fazer exercício?
R. Sim. Atividades físicas como caminhar, nadar, pedalar, dançar, fazer exercícios aeróbicos são muito importantes para um bom controle da pressão arterial e diminuição do estresse emocional. Mas, lembre-se: é sempre necessário consultar seu médico para orientá-lo sobre a atividade física mais adequada.
10. O serviço público possui programas para o tratamento do hipertenso idoso?
R. As Secretarias Municipais de Saúde possuem o Programa Saúde do Idoso e o Programa de Hipertensão e Diabetes, que coordenam todas as atividades relacionadas com o atendimento ao idoso e especificamente aos portadores de hipertensão arterial e diabetes.
Fonte: Manual do Idoso da Força Sindical
sexta-feira, agosto 27, 2010
Alimentação para o idoso
A palavra idoso substituiu a palavra de conotação pejorativa velho. A população de idosos tem aumentado em quase todos os países. Mesmo em países em desenvolvimento, seu número cresceu acentuadamente, graças à melhoria dos serviços médicos. As necessidades energéticas e nutricionais continuam a mudar à medida que se envelhece. O objetivo do cuidado nutricional deve ser ajudar o idoso a manter qualidade de vida em saúde, utilidade e felicidade. Os idosos devem ter acesso a uma dieta nutritiva para manutenção da sua saúde e também para aumentar a resistência às doenças.
Quando começa a terceira idade?
Uma pessoa acima dos 60 anos é considerada idosa. Pessoas aposentadas também tomam o termo idoso. Mas o fato é que cada pessoa está se movendo de sua juventude para o próximo estágio da vida. Em cada pessoa, a regeneração e degeneração dos tecidos ocorrem. Em idade jovem, a regeneração é maior que a degeneração, enquanto que em idades mais avançadas acontece o contrário. Este processo degenerativo afeta as funções fisiológicas, psicológicas e imunológicas do organismo.
Como cuidar da saúde durante o estágio terceira idade?
Deve-se preparar mentalmente para o fato de que o organismo necessita de uma dieta nutritiva para poder superar a idade avançada. Vamos examinar o que acontece com o organismo e seus tecidos durante este estágio? O estilo de vida terá seu próprio efeito nos órgãos internos, músculos e ossos. Os idosos devem manter uma dieta balanceada que forneça nutrientes adequados para suprir estas necessidades especiais. A dieta deve conter nutrientes essenciais para evitar doenças e acudir aos danos primários dos tecidos. Exercícios regulares moderados são essenciais para manter a vida saudável do idoso.
Necessidade nutricional
É bem sabido que a suscetibilidade às doenças e fraqueza, tanto física quanto psicológica, serão maiores neste período. As doenças podem ser infecciosas como infecções bacteriológicas, virais ou por fungos, não infecciosas como hipertensão ou malignidades, funcionais como constipação ou degenerativas como artrite.
A energia fica reduzida devido à diminuição de atividade física e à redução da taxa metabólica basal. As calorias devem ser adequadas à vida sedentária e restritas se houver tendência à obesidade.
As necessidades calóricas aumentam durante a ocorrência de doenças e sua recuperação. As necessidades protéicas devem ser mantidas em torno de 1g/kg de peso corporal. Mas devido a diminuição do apetite e menor capacidade digestiva, a tendência é do idoso esquecer dos alimentos ricos em proteínas. No avançar da idade, muitos idosos sofrem de problemas dentais, que resultam em dificuldade na mastigação. Alimentos ricos em proteínas tais como carne moída, ovos, peixe, queijo macio, pudins e grãos bem cozidos devem ser incluídos na dieta, dependendo logicamente da saúde de cada indivíduo. Deve-se tomar cuidado em seguir uma dieta específica na ocorrência de doenças como por exemplo diabetes, cardiovasculares, hipertensão, gastrite atrófica e desordens renais.
As gorduras ficam mais difíceis de serem digeridas na idade avançada. Assim cerca de 40-50g de gorduras diariamente é a quantidade recomendada. As gorduras não saturadas devem ter preferência.
A necessidade em cálcio aumenta durante este estágio. A osteoporose é comum no envelhecimento. Pode ser causada pela diminuição da ingestão e absorção do cálcio. Mulheres acima de 50 anos, que ficam confinadas dentro de casa e com ingestão deficiente de vitamina D podem ter por conseqüência osteoporose senil. A exposição ao sol é uma boa fonte de vitamina D. A vitamina D é necessária para absorção apropriada de cálcio.
A necessidade em ferro é a mesma que para adultos, de 25-30 mg. Se a anemia estiver presente, 10mg a mais de ferro pode ser administrada. Os efeitos da deficiência em ferro afetam tanto a imunidade celular quanto a humoral. Sua deficiência pode ser causada pela baixa ingestão, excessiva perda sanguínea por algum motivo como sangramento gastrintestinal, infestação por verminose, doenças como hipotireoidismo ou causada por infecções do trato urinário. Boas fontes de ferro dietético são carne principalmente bovina, suína e fígado. A absorção de ferro aumenta se o idoso consumir estes alimentos conjugados com alimentos ricos em vitamina C, como frutas cítricas.
As vitaminas também têm papel importante para os idosos. O grupo de vitaminas do complexo B é importante para o metabolismo de carboidratos e proteínas. São também essenciais para a manutenção da normalidade do apetite e digestão. Outras vitaminas também são essenciais para o funcionamento apropriado do organismo.
Fluidos – é importante a ingestão adequada de fluidos. A ingestão pode variar de 1500 ml ou mais dependendo da estação, atividade física e status de doenças. A suficiência em fluidos ajuda os rins a funcionarem apropriadamente e a eliminar toxinas. A água ajuda a combater constipação. Deve-se beber água suficiente especialmente durante o dia. Além da água, devem tomar líquidos como iogurtes, sucos de frutas, sopas em intervalos regulares mesmo se não estiverem com sede.
Fibras – a constipação é um dos maiores problemas dos idosos. Pode ser causada pela menor elasticidade do trato digestivo que afeta a peristalse ou devido ao consumo reduzido de alimentos ou ingestão inadequada de fluidos. Fibras duras como aveia integral, por exemplo, não são recomendadas para os mais idosos, sendo as hortaliças tenras e frutas mais apropriadas. A forração do intestino senil não tolera a rusticidade da aveia integral e hortaliças maduras
A dificuldade em absorção está presente nos idosos devido ao enfraquecimento do sistema digestivo. Portanto a preferência é por alimentos facilmente digeríveis e altamente nutritivos. Os ossos se tornam mais fracos. Uma dieta rica em cálcio deve fazer parte do dia a dia. A secreção de enzimas digestivas pelo estômago, pâncreas e intestinos diminui geralmente com o avanço da idade. Como causa a habilidade em digerir os alimentos também diminui.
Doenças comuns entre os idosos
Antes de listar uma dieta nutritiva, deve-se salientar as doenças mais comuns encontradas entre os idosos. Estão propensos a muitas doenças devido ao processo degenerativo, imunidade deficiente e algumas malignidades. Algumas doenças comuns são a deficiência visual, perda de audição, problemas dentários, bronquites especialmente entre os fumantes, hipertensão, doenças cardíacas, constipação, artrite, osteoporose e câncer em órgãos diversos.
Modificações dietéticas para idosos
1 - Beber fluidos orais para evitar constipação;
2 - Consumir caldos e sopas claras no inicio da refeição para ajudar a digestão;
3 - Propiciar o consumo de alimentos macios e facilmente mastigáveis por conta dos problemas em dentição;
4 - Os alimentos devem ser de fácil digestão, por causa da deficiência na produção de enzimas digestivas;
5 - Os óleos devem ser restringidos e de preferência ingeridos na forma de ácidos graxos polinsaturados. Os idosos são propensos às doenças cardíacas;
6 - A dieta deve conter hortaliças e frutas adequadamente macias para fornecimento de fibras. Evita a constipação e reduz o nível sérico de colesterol;
7 - Café, chá e bebidas à base de cola devem ser restringidos. Sua estimulação excessiva pode interferir com o sono;
8 - Propiciar dieta rica em cálcio. O cálcio é necessário para o fortalecimento ósseo;
9 - Desfrutar de hortaliças folhosas verdes. São facilmente encontradas e fonte rica de vitaminas, minerais e fibras;
10 - A alimentação deve ater-se ao mais familiar possível. Os idosos são emocionalmente apegados até mesmo aos seus alimentos. Qualquer mudança brusca pode causar problemas emocionais;
11 - Refeições menores e mais freqüentes ao invés de refeições pesadas, por serem mais fáceis de digerir;
12 - Comparativamente refeições mais pesadas durante o dia que à noite;
13 - Evitar ao máximo o consumo de doces e açúcares;
14 - Tomar um copo de leite desnatado quente na hora de dormir.
domingo, agosto 22, 2010
DIABETES EM IDOSOS
Diabetes meilitus é uma doença crônica que se caracteriza por uma elevada taxa de glicose (açúcar) no sangue e por uma falta parcial ou total de insulina (hormônio que queima o açúcar). Esta doença é bastante freqüente na população idosa (ocorre em 20% acima de 70 anos) e pouco diagnosticada e tratada nesta idade. A grande maioria dos diabéticos tem mais de 45 anos e no Brasil existem em torno de 5 milhões de diabéticos.
Perguntas e Respostas
1. Qual a taxa normal de açúcar no sangue na pessoa idosa?
R. Em qualquer faixa de idade, a taxa normal é de 70 a 110 mg/dl em jejum.
2. O que provoca o aparecimento do Diabetes com o envelhecimento?
R. O surgimento da doença se dá em pessoas predispostas e com outros fatores como: aumento de peso, falta de atividade física, estresse, infecções, grandes cirurgias, uso de alguns remédios, etc.
3. Quais os primeiros sintomas e sinais de Diabetes?
R. O diabetes do idoso, frequentemente, não apresenta sintomas, sendo descoberto, na maioria das vezes, em check up ou em exames para investigação de outras doenças. Os sintomas são: perda de peso, muita sede, urinar em grande quantidade e várias vezes, principalmente à noite, fome em excesso, fadiga fácil, piora da visão, formigamentos e dormências nas pernas, coceira na vagina, infecção de pele, dificuldade de cicatrização de feridas, etc.
4. O Diabetes não controlado pode trazer complicações?
R. Sem dúvida, sim. São complicações do diabetes mal controlado: derrame cerebral, infarto do miocárdio, cegueira, amputação de membros inferiores, doenças renais, impotência sexual masculina, etc.
5. O que o diabético não pode comer?
R. Deve-se evitar os açúcares de absorção rápida como balas, doces, refrigerantes, bombons, chocolates, mel, melados, bolos, tortas, pudins, geléias, biscoitos, bolachas doces, leite condensado, sorvetes e manter, sem abusos, os amidos (pães, massas, arroz, batata) associados a fibras (grãos e leguminosas, cascas e bagaço de frutas), frutas , proteínas (carne, leite, ovos e derivados), legumes e verduras. Fazer no mínimo 4 refeições ao dia, em pequenas quantidades.
6. Exercícios físicos ajudam a controlar o Diabetes?
R. Os exercícios físicos fazem parte do tratamento do diabetes porque melhoram a tolerância à glicose e a sensibilidade à insulina. As atividades físicas mais recomendadas são a caminhada e os exercícios realizados dentro da água, como natação e hidroginástica.
7. O que é hipoglicemia?
R. É a queda rápida das taxas de glicose no sangue. Tem relação com o excesso de exercícios físicos, infecções, pular refeições durante o dia, vômitos e diarréias, consumo de bebidas alcoólicas. Os sintomas da hipoglicemia são: fome súbita, fadiga, tremores, tontura, aumento dos batimentos cardíacos, suores, pele fria, úmida e pálida, visão turva, dor de cabeça, dormência nos lábios e língua, sensação de desmaio, desorientação até coma. Se notar um ou mais destes sintomas, tome um copo de leite ou suco; se, em 10 minutos, os sintomas não sumirem, beba água com açúcar. Diante da persistência desses sintomas, você deverá procurar auxílio médico, sempre.
Dicas para o paciente diabético
Não fume; use escovas de dente macias, escove os dentes após cada refeição, massageie a gengiva, use fio dental todos os dias; a boca pode ser foco de infecção no diabético.
Examine os pés diariamente, mantenha-os limpos, secos e sem calosidades; use calçados confortáveis.
Consulte o oftalmologista uma vez ao ano e informe que é diabético, principalmente se a visão piorar ou ficar turva.
Ande sempre com identificação de diabético e leve consigo balas e chicletes.
Não use medicamentos sem aviso prévio ao seu médico, porque muitos deles podem aumentar ou diminuir o efeito do antidiabético que você está tomando.
Não fique muito tempo sem se alimentar; faça, no mínimo, 4 refeições por dia com pequenas porções.
Antes de iniciar qualquer tipo de atividade física, procure um serviço médico para realizar exames que retratem seu real estado de saúde, pois o Diabetes pode predispor a algumas doenças do coração, e essas alterações podem ser silenciosas, ou seja, sem lhe trazer sintomas
Fonte: Manual de Saúde do idoso Força Sindical
Perguntas e Respostas
1. Qual a taxa normal de açúcar no sangue na pessoa idosa?
R. Em qualquer faixa de idade, a taxa normal é de 70 a 110 mg/dl em jejum.
2. O que provoca o aparecimento do Diabetes com o envelhecimento?
R. O surgimento da doença se dá em pessoas predispostas e com outros fatores como: aumento de peso, falta de atividade física, estresse, infecções, grandes cirurgias, uso de alguns remédios, etc.
3. Quais os primeiros sintomas e sinais de Diabetes?
R. O diabetes do idoso, frequentemente, não apresenta sintomas, sendo descoberto, na maioria das vezes, em check up ou em exames para investigação de outras doenças. Os sintomas são: perda de peso, muita sede, urinar em grande quantidade e várias vezes, principalmente à noite, fome em excesso, fadiga fácil, piora da visão, formigamentos e dormências nas pernas, coceira na vagina, infecção de pele, dificuldade de cicatrização de feridas, etc.
4. O Diabetes não controlado pode trazer complicações?
R. Sem dúvida, sim. São complicações do diabetes mal controlado: derrame cerebral, infarto do miocárdio, cegueira, amputação de membros inferiores, doenças renais, impotência sexual masculina, etc.
5. O que o diabético não pode comer?
R. Deve-se evitar os açúcares de absorção rápida como balas, doces, refrigerantes, bombons, chocolates, mel, melados, bolos, tortas, pudins, geléias, biscoitos, bolachas doces, leite condensado, sorvetes e manter, sem abusos, os amidos (pães, massas, arroz, batata) associados a fibras (grãos e leguminosas, cascas e bagaço de frutas), frutas , proteínas (carne, leite, ovos e derivados), legumes e verduras. Fazer no mínimo 4 refeições ao dia, em pequenas quantidades.
6. Exercícios físicos ajudam a controlar o Diabetes?
R. Os exercícios físicos fazem parte do tratamento do diabetes porque melhoram a tolerância à glicose e a sensibilidade à insulina. As atividades físicas mais recomendadas são a caminhada e os exercícios realizados dentro da água, como natação e hidroginástica.
7. O que é hipoglicemia?
R. É a queda rápida das taxas de glicose no sangue. Tem relação com o excesso de exercícios físicos, infecções, pular refeições durante o dia, vômitos e diarréias, consumo de bebidas alcoólicas. Os sintomas da hipoglicemia são: fome súbita, fadiga, tremores, tontura, aumento dos batimentos cardíacos, suores, pele fria, úmida e pálida, visão turva, dor de cabeça, dormência nos lábios e língua, sensação de desmaio, desorientação até coma. Se notar um ou mais destes sintomas, tome um copo de leite ou suco; se, em 10 minutos, os sintomas não sumirem, beba água com açúcar. Diante da persistência desses sintomas, você deverá procurar auxílio médico, sempre.
Dicas para o paciente diabético
Não fume; use escovas de dente macias, escove os dentes após cada refeição, massageie a gengiva, use fio dental todos os dias; a boca pode ser foco de infecção no diabético.
Examine os pés diariamente, mantenha-os limpos, secos e sem calosidades; use calçados confortáveis.
Consulte o oftalmologista uma vez ao ano e informe que é diabético, principalmente se a visão piorar ou ficar turva.
Ande sempre com identificação de diabético e leve consigo balas e chicletes.
Não use medicamentos sem aviso prévio ao seu médico, porque muitos deles podem aumentar ou diminuir o efeito do antidiabético que você está tomando.
Não fique muito tempo sem se alimentar; faça, no mínimo, 4 refeições por dia com pequenas porções.
Antes de iniciar qualquer tipo de atividade física, procure um serviço médico para realizar exames que retratem seu real estado de saúde, pois o Diabetes pode predispor a algumas doenças do coração, e essas alterações podem ser silenciosas, ou seja, sem lhe trazer sintomas
Fonte: Manual de Saúde do idoso Força Sindical
quarta-feira, agosto 18, 2010
No dia 14 de junho de 1864, nasceu Alois Alzheimer, na cidade alemã de Marktbreit, filho de Eduard Alzheimer e sua segunda esposa Theresia. Alois estudou medicina em Berlin, apresentando, em 1887, sua tese doutoral sobre “As Glândulas Ceruminais”. Foi nomeado como médico residente no Sanatório Municipal para Dementes e Epilépticos, na cidade de Frankfurt, em dezembro de 1888, sendo logo promovido a médico senior. Casou-se em 1894 com C. S. Nathalie Geisenheimer, que lhe deu três filhos. A esposa veio a falecer em 1901.
A origem do termo “Mal de Alzheimer” deu-se em 1901, quando Dr. Alzheimer iniciou o acompanhamento do caso da Sra. August D., admitida em seu hospital. Em novembro de 1906, durante o 37° Congresso do Sudoeste da Alemanha de Psiquiatria, na cidade de Tubingen, Dr. Alois Alzheimer faz sua conferência, com o título ” Sobre uma enfermidade específica do córtex cerebral“. Relata o caso de sua paciete, August D., e o define como uma patologia neurológica, não reconhecida, que cursa com demência, destacando os sintomas de déficit de memória, de alterações de comportamento e de incapacidade para as atividades rotineiras. Relatou também, mais tarde, os achados de anatomia patológica desta enfermidade, que seriam as placas senis e os novelos neurofibrilares. Dr. Emil Kraepelin, na edição de 1910 de seu “Manual de Psiquiatria”, descreveu os achados de Dr. Alzheimer, cunhando esta patologia com seu nome, sem saber da importância que esta doença teria no futuro.
Dr. Alois foi acometido de uma grave infecção cardíaca (endocardite bacteriana) em 1913. Seguiu enfermo por dois anos, quando no dia 19 de dezembro de 1915 veio a falecer de insuficiência cardíaca e falência renal, na cidade de Breslau, Alemanha.
Dr. Alois foi acometido de uma grave infecção cardíaca (endocardite bacteriana) em 1913. Seguiu enfermo por dois anos, quando no dia 19 de dezembro de 1915 veio a falecer de insuficiência cardíaca e falência renal, na cidade de Breslau, Alemanha.
O que é a doença de Alzheimer e como se manifesta?
A Doença de Alzheimer, também conhecida como demência senil tipo Alzheimer, é a mais comum patologia que cursa com demência. E o que vem a ser demência? Popularmente, conhecida como esclerose ou caduquice, a demência apresenta como características principais:
problemas de memória
perdas de habilidades motoras (vestir-se, cozinhar, dirigir carro, lidar com dinheiro…)
problemas de comportamento
confusão mental.
Quando falamos que as demências estão constituindo um sério problema de saúde pública em todo o mundo, temos que mostrar em números o que isto representa. Hoje temos, no mundo, 18 milhões de idosos com demência, sendo 61% deles em países do terceiro mundo. Daqui a 25 anos terão 34 milhões de idosos nesta situação e a grande maioria (71%), nos países mais pobres! No Brasil, temos atualmente 1,2 milhões de idosos, aproximadamente, com algum grau de demência.
Existem várias teorias que procuram explicar a causa da doença de Alzheimer, mas nenhuma delas está provada. Destacamos:
Idade: quanto mais avançada a idade, maior a porcentagem de idosos com demência. Aos 65 anos, a cifra é de 2-3% dos idosos, chegando à 40%, quando se chega acima de 85-90 anos!
Idade materna: filhos que nasceram de mães com mais de 40 anos, podem ter mais tendência à problemas demenciais na terceira idade.
Herança genética: já se aceita, mais concretamente, que seja uma doença geneticamente determinada, não necessariamente hereditária (transmissão entre familiares).
Traumatismo craniano: nota-se que idosos que sofreram traumatismos cranianos mais sérios, podem futuramente desenvolver demência. Não está provado.
Escolaridade: talvez, uma das razões do grande crescimento das demências, nos países mais pobres. O nível de escolaridade pode influir na tendência a ter Alzheimer.
Teoria tóxica: principalmente pela contaminação pelo alumínio. Nada provado.
Quais sãos os sintomas? No começo são os pequenos esquecimentos, normalmente aceito pelos familiares como parte normal do envelhecimento, mas que vão agravando-se gradualmente. Os idosos tornam-se confusos, e por vezes, ficam agressivos, passam a apresentar distúrbios de comportamento e terminam por não reconhecer os próprios familiares.
À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes dos familiares e cuidadores, quando precisam de ajuda para se locomover, têm dificuldades para se comunicarem, e passam a necessitar de supervisão integral para suas atividades comuns de vida diária (AVD), até mesmo as mais elementares, tais como alimentação, higiene, vestir-se…
Reconhecemos três fases na evolução da doença de Alzheimer, onde os idosos manifestam determinadas características comuns:
Fase inicial:
Distração
Dificuldade de lembra nomes e palavras
Esquecimentos crescente
Dificuldade para aprender novas informações
Desorientação em ambientes familiares
Lapsos pquenos, man não característicos de julgamento e comportamento
Redução das atividades sociais dentro e fora de casa
Fase intermediária
Perda marcante da memória da atividade cognitiva
Deteriorização das habilidades verais, diminuição do conteúdo e da variação da fala
Apresenta mais alterações de comportamento: frustração, impaciência, inquietação, agressão verbal e física
ALucinações e delírios
Incapacidade para convívio social autônomo
Perde-se com facilidade, tendência a fugir ou perambular pela casa
Inicia perda do controle da bexiga
Fase avançada
A fala torna-se monossilábica e, mais tarde, desaparece
Continua delirando
Transtornos emocionais e de comportamento
Perda do controle da bexiga e do intestino
Piora da marcha, tendendo a ficar mais assentado ou no leito
Enriquecimento das articulações
Dificuldade para engolir alimentos, evoluindo para uso de sonda enteral ou gastrostomia (sonda do estômago)
Morte.
Como é feito o diagnóstico?
Não há um teste específico que estabeleça de modos inquestionável a doença de Alzheimer. O diagnóstico de certeza só e feito através de exame patológico (biópsia do tecido cerebral), conduta não realizada quando o idoso está vivo.
Desse modo, o diagnóstico de provável Demência tipo Alzheimer é feito excluindo outras patologias que podem evoluir também com quadros demenciais, tais como:
Doenças de tireóide
Acidentes vasculares cerebrais
Hipovitaminoses
Hidrocefalia
Efeitos colaterais de medicamentos
Depressão
Desidratação
Desidratação
Tumores cerebrais, entre outros.
Temos atualmente um teste denominado avaliação neuro-psicológica, que pode mapear os vários aspectos da mente humana, em busca de possíveis pistas de alterações cognitivas (memória), de comportamento e de dificuldades em atuação nos vários aspectos do dia-a-dia (cuidar de finanças, gerenciar a vida e a sua casa, relacionar com parentes e amigos, depressão…). Um dos testes mais comuns é chamado de mini-exame do estado mental, que é relativamente fácil de ser executado e não cansa o idoso.
MINI-EXAME DO ESTADO MENTAL p
1. Orientação temporal (0-5): ANO – ESTAÇÃO – MÊS – DIA – DIA DA SEMANA
2. Orientação espacial (0-5): ESTADO – RUA – CIDADE – LOCAL – ANDAR
3. Registro (0-3): nomear: PENTE – RUA – CANETA
4. Cálculo- tirar 7 (0-5): 100-93-86-79-65
5. Evocação (0-3): três palavras anteriores: PENTE – RUA – CANETA
6. Linguagem 1 (0-2): nomear um RELÓGIO e uma CANETA
7. Linguagem 2 (0-1): repetir: NEM AQUI, NEM ALI, NEM LÁ
8. Linguagem 3 (0-3): siga o comando: Pegue o papel com a mão direita, dobre-o ao meio, coloque-o em cima da mesa.
9. Linguagem 4 (0-1): ler e obedecer: FECHE OS OLHOS
10. Linguagem 5 (0-1): escreva uma frase completa
11. Linguagem 6 (0-1): copiar o desenho.
TOTAL
Como é feito o tratamento?
É dividido em duas frentes de tratamento:
Tratamento dos distúrbios de comportamento: para controlar a confusão, a agressividade e a depressão, muito comuns nos idosos com demência. Algumas vezes, só com remédio do tipo calmante e neurolépticos (haldol, neozine, neuleptil, risperidona, melleril,entre outros) pode ser difícil controlar. Assim, temos outros recursos não medicamentosos, para haver um melhor controle da situação. Um dos melhores recursos são as dicas descritas neste manual (Manual do Cuidador – Convivendo com Alzheimer), onde mostramos como agir perante aos mais diferentes tipos de comportamento que o idoso ter, no período da agitação.
Tratamento específico: dirigido para tentar melhorar o déficit de memória, corrigindo o desequilíbrio químico do cérebro. Drogas como a rivastigmina (Exelon ou Prometax), donepezil (Eranz), galantamina (Reminyl), entre outras, podem funcionar melhor no início da doença, até a fase intermediária. Porém seu efeito pode ser temporário, pois a doença de Alzheimer continua, infelizmente, progredindo. Estas drogas possuem efeitos colaterais (principalmente gástrico) que podem inviabilizar o seu uso. Também, somente uma parcela dos idosos melhoram efetivamente com o usos destas drogas chamadas anticolinesterásicos, ou seja, não resolve em todos os idosos demenciados. Outra droga, recentemente lançada, é a memantina (Ebix ou Alois), que atua diferente dos anticolinesterásico. A memantina é um antagonista não competitivo dos receptores NMDA do glutamato. É mais usado na fase intermediária para avançada, melhorando, em alguns casos, a dependência do portador para tarefas do dia-a-dia.
ENVELHECER
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| Não existe idade para o amor. |
Você sabia que a única época da nossa vida em que gostamos de ficar velhos é quando somos crianças?
Se você tem menos de 10 anos, está tão excitado sobre envelhecer que pensa em frações:
- Quantos anos você tem?
- Tenho quatro e meio!
Você nunca terá trinta e seis e meio. Você tem quatro e meio, indo para cinco! Este é o lance!
Quando você chega à adolescência, ninguém mais o segura. Você pula para um número próximo, ou mesmo alguns à frente:
- Qual é sua idade?- Eu vu fazer 16!
Você pode ter 13, mas (tá ligado?) vai fazer 16!
E aí chega o maior dia da sua vida! Você completa 21! Até as palavras soam como uma cerimônia:
VOCÊ ESTÁ FAZENDO 21. Uhuuuuuuu!
Mas então você ‘se torna’ 30. Ooooh, que
aconteceu agora? Isso faz você soar como leite estragado:
“Ele ‘se tornou azedo’; tivemos que jogá-lo fora!” Não tem mais graça agora, você é apenas um bolo azedo. que está errado? O que mudou?
Você COMPLETA 21, você ‘SE TORNA’ 30, aí você está ‘EMPURRANDO’ 40. Putz! Pise no freio, tudo está derrapando!
Antes que se dê conta, você CHEGA aos 50 e seus sonhos se foram.
Mas, espere! Você ALCANÇA os 60. Você nem achava que poderia!
Assim, você COMPLETA 21, você ‘SE TORNA’ 30, ‘EMPURRA’ os 40, CHEGA aos 50 e ALCANÇA os 60.
Você pegou tanto embalo que BATE nos 70! Depois disso, a coisa é na base do dia-a-dia: ‘Estarei BATENDO aí na 4ª. feira!’
Você entra nos seus 80 e cada dia é um ciclo completo; você bate no lanche, a tarde se torna 4:30; você alcança o horário de ir para a cama. E não termina aqui.Entrado nos 90, você começa a dar marcha-à-ré: ‘Eu TINHA exatos 92′.
Aí acontece uma coisa estranha. Se você passa dos 100, você se torna criança pequena outra vez: ‘Eu tenho 100 e meio!’
Que todos Vocês cheguem a um saudável 100 e meio!!
Se você tem menos de 10 anos, está tão excitado sobre envelhecer que pensa em frações:
- Quantos anos você tem?
- Tenho quatro e meio!
Você nunca terá trinta e seis e meio. Você tem quatro e meio, indo para cinco! Este é o lance!
Quando você chega à adolescência, ninguém mais o segura. Você pula para um número próximo, ou mesmo alguns à frente:
- Qual é sua idade?- Eu vu fazer 16!
Você pode ter 13, mas (tá ligado?) vai fazer 16!
E aí chega o maior dia da sua vida! Você completa 21! Até as palavras soam como uma cerimônia:
VOCÊ ESTÁ FAZENDO 21. Uhuuuuuuu!
Mas então você ‘se torna’ 30. Ooooh, que
aconteceu agora? Isso faz você soar como leite estragado:
“Ele ‘se tornou azedo’; tivemos que jogá-lo fora!” Não tem mais graça agora, você é apenas um bolo azedo. que está errado? O que mudou?
Você COMPLETA 21, você ‘SE TORNA’ 30, aí você está ‘EMPURRANDO’ 40. Putz! Pise no freio, tudo está derrapando!
Antes que se dê conta, você CHEGA aos 50 e seus sonhos se foram.
Mas, espere! Você ALCANÇA os 60. Você nem achava que poderia!
Assim, você COMPLETA 21, você ‘SE TORNA’ 30, ‘EMPURRA’ os 40, CHEGA aos 50 e ALCANÇA os 60.
Você pegou tanto embalo que BATE nos 70! Depois disso, a coisa é na base do dia-a-dia: ‘Estarei BATENDO aí na 4ª. feira!’
Você entra nos seus 80 e cada dia é um ciclo completo; você bate no lanche, a tarde se torna 4:30; você alcança o horário de ir para a cama. E não termina aqui.Entrado nos 90, você começa a dar marcha-à-ré: ‘Eu TINHA exatos 92′.
Aí acontece uma coisa estranha. Se você passa dos 100, você se torna criança pequena outra vez: ‘Eu tenho 100 e meio!’
Que todos Vocês cheguem a um saudável 100 e meio!!
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