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sexta-feira, agosto 27, 2010


Alimentação para o idoso

A palavra idoso substituiu a palavra de conotação pejorativa velho. A população de idosos tem aumentado em quase todos os países. Mesmo em países em desenvolvimento, seu número cresceu acentuadamente, graças à melhoria dos serviços médicos. As necessidades energéticas e nutricionais continuam a mudar à medida que se envelhece. O objetivo do cuidado nutricional deve ser ajudar o idoso a manter qualidade de vida em saúde, utilidade e felicidade. Os idosos devem ter acesso a uma dieta nutritiva para manutenção da sua saúde e também para aumentar a resistência às doenças.
Quando começa a terceira idade?
Uma pessoa acima dos 60 anos é considerada idosa. Pessoas aposentadas também tomam o termo idoso. Mas o fato é que cada pessoa está se movendo de sua juventude para o próximo estágio da vida. Em cada pessoa, a regeneração e degeneração dos tecidos ocorrem. Em idade jovem, a regeneração é maior que a degeneração, enquanto que em idades mais avançadas acontece o contrário. Este processo degenerativo afeta as funções fisiológicas, psicológicas e imunológicas do organismo.
Como cuidar da saúde durante o estágio terceira idade?
Deve-se preparar mentalmente para o fato de que o organismo necessita de uma dieta nutritiva para poder superar a idade avançada. Vamos examinar o que acontece com o organismo e seus tecidos durante este estágio? O estilo de vida terá seu próprio efeito nos órgãos internos, músculos e ossos. Os idosos devem manter uma dieta balanceada que forneça nutrientes adequados para suprir estas necessidades especiais. A dieta deve conter nutrientes essenciais para evitar doenças e acudir aos danos primários dos tecidos. Exercícios regulares moderados são essenciais para manter a vida saudável do idoso.
Necessidade nutricional
É bem sabido que a suscetibilidade às doenças e fraqueza, tanto física quanto psicológica, serão maiores neste período. As doenças podem ser infecciosas como infecções bacteriológicas, virais ou por fungos, não infecciosas como hipertensão ou malignidades, funcionais como constipação ou degenerativas como artrite.
A energia fica reduzida devido à diminuição de atividade física e à redução da taxa metabólica basal. As calorias devem ser adequadas à vida sedentária e restritas se houver tendência à obesidade.
As necessidades calóricas aumentam durante a ocorrência de doenças e sua recuperação. As necessidades protéicas devem ser mantidas em torno de 1g/kg de peso corporal. Mas devido a diminuição do apetite e menor capacidade digestiva, a tendência é do idoso esquecer dos alimentos ricos em proteínas. No avançar da idade, muitos idosos sofrem de problemas dentais, que resultam em dificuldade na mastigação. Alimentos ricos em proteínas tais como carne moída, ovos, peixe, queijo macio, pudins e grãos bem cozidos devem ser incluídos na dieta, dependendo logicamente da saúde de cada indivíduo. Deve-se tomar cuidado em seguir uma dieta específica na ocorrência de doenças como por exemplo diabetes, cardiovasculares, hipertensão, gastrite atrófica e desordens renais.
As gorduras ficam mais difíceis de serem digeridas na idade avançada. Assim cerca de 40-50g de gorduras diariamente é a quantidade recomendada. As gorduras não saturadas devem ter preferência.
A necessidade em cálcio aumenta durante este estágio. A osteoporose é comum no envelhecimento. Pode ser causada pela diminuição da ingestão e absorção do cálcio. Mulheres acima de 50 anos, que ficam confinadas dentro de casa e com ingestão deficiente de vitamina D podem ter por conseqüência osteoporose senil. A exposição ao sol é uma boa fonte de vitamina D. A vitamina D é necessária para absorção apropriada de cálcio.
A necessidade em ferro é a mesma que para adultos, de 25-30 mg. Se a anemia estiver presente, 10mg a mais de ferro pode ser administrada. Os efeitos da deficiência em ferro afetam tanto a imunidade celular quanto a humoral. Sua deficiência pode ser causada pela baixa ingestão, excessiva perda sanguínea por algum motivo como sangramento gastrintestinal, infestação por verminose, doenças como hipotireoidismo ou causada por infecções do trato urinário. Boas fontes de ferro dietético são carne principalmente bovina, suína e fígado. A absorção de ferro aumenta se o idoso consumir estes alimentos conjugados com alimentos ricos em vitamina C, como frutas cítricas.
As vitaminas também têm papel importante para os idosos. O grupo de vitaminas do complexo B é importante para o metabolismo de carboidratos e proteínas. São também essenciais para a manutenção da normalidade do apetite e digestão. Outras vitaminas também são essenciais para o funcionamento apropriado do organismo.
Fluidos – é importante a ingestão adequada de fluidos. A ingestão pode variar de 1500 ml ou mais dependendo da estação, atividade física e status de doenças. A suficiência em fluidos ajuda os rins a funcionarem apropriadamente e a eliminar toxinas. A água ajuda a combater constipação. Deve-se beber água suficiente especialmente durante o dia. Além da água, devem tomar líquidos como iogurtes, sucos de frutas, sopas em intervalos regulares mesmo se não estiverem com sede.
Fibras – a constipação é um dos maiores problemas dos idosos. Pode ser causada pela menor elasticidade do trato digestivo que afeta a peristalse ou devido ao consumo reduzido de alimentos ou ingestão inadequada de fluidos. Fibras duras como aveia integral, por exemplo, não são recomendadas para os mais idosos, sendo as hortaliças tenras e frutas mais apropriadas. A forração do intestino senil não tolera a rusticidade da aveia integral e hortaliças maduras 
A dificuldade em absorção está presente nos idosos devido ao enfraquecimento do sistema digestivo. Portanto a preferência é por alimentos facilmente digeríveis e altamente nutritivos. Os ossos se tornam mais fracos. Uma dieta rica em cálcio deve fazer parte do dia a dia. A secreção de enzimas digestivas pelo estômago, pâncreas e intestinos diminui geralmente com o avanço da idade. Como causa a habilidade em digerir os alimentos também diminui.
Doenças comuns entre os idosos
Antes de listar uma dieta nutritiva, deve-se salientar as doenças mais comuns encontradas entre os idosos. Estão propensos a muitas doenças devido ao processo degenerativo, imunidade deficiente e algumas malignidades. Algumas doenças comuns são a deficiência visual, perda de audição, problemas dentários, bronquites especialmente entre os fumantes, hipertensão, doenças cardíacas, constipação, artrite, osteoporose e câncer em órgãos diversos.
Modificações dietéticas para idosos
1 - Beber fluidos orais para evitar constipação;
2 - Consumir caldos e sopas claras no inicio da refeição para ajudar a digestão;
3 - Propiciar o consumo de alimentos macios e facilmente mastigáveis por conta dos problemas em dentição;
4 - Os alimentos devem ser de fácil digestão, por causa da deficiência na produção de enzimas digestivas;
5 - Os óleos devem ser restringidos e de preferência ingeridos na forma de ácidos graxos polinsaturados. Os idosos são propensos às doenças cardíacas;
6 - A dieta deve conter hortaliças e frutas adequadamente macias para fornecimento de fibras. Evita a constipação e reduz o nível sérico de colesterol;
7 - Café, chá e bebidas à base de cola devem ser restringidos. Sua estimulação excessiva pode interferir com o sono;
8 - Propiciar dieta rica em cálcio. O cálcio é necessário para o fortalecimento ósseo;
9 - Desfrutar de hortaliças folhosas verdes. São facilmente encontradas e fonte rica de vitaminas, minerais e fibras;
10 - A alimentação deve ater-se ao mais familiar possível. Os idosos são emocionalmente apegados até mesmo aos seus alimentos. Qualquer mudança brusca pode causar problemas emocionais;
11 - Refeições menores e mais freqüentes ao invés de refeições pesadas, por serem mais fáceis de digerir;
12 - Comparativamente refeições mais pesadas durante o dia que à noite;
13 - Evitar ao máximo o consumo de doces e açúcares;
14 - Tomar um copo de leite desnatado quente na hora de dormir.

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