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terça-feira, agosto 31, 2010

A Hipertensão Arterial em idosos

A Hipertensão Arterial é doença crônica caracterizada pela elevação da pressão arterial igual ou acima de 140/90 (14 por 9), quan­do verificada em várias medidas e em horários diferentes do dia. Embora haja tendência de aumento da pressão arterial com a idade, o objetivo é manter níveis abaixo de 140/90. Estudos demonstraram que cerca de 65% dos idosos são hipertensos e que seu controle adequado reduz significati­vamente os ataques cardíacos e os derrames cerebrais na população idosa.

1. Pressão alta e Hipertensão Arterial soo a mesma coisa?
R. Não. Você pode, em momentos de estresse ou ansiedade, ter uma elevação momentânea da pressão arterial e, após, ela pode retornar ao normal; isto não quer dizer que você tem Hipertensão Arterial, mas que você deverá ter um controle mais periódico de sua pressão.

2. Por que um indivíduo se torna hipertenso?
R. A Hipertensão Arterial pode ser causada por herança genética, tendência familiar e, muitas vezes, está associada a alguns estilos de vida como sedentarismo, hábitos alimentares, fumo, etc. Discute-se atualmente se o estresse emocional é ou não é causa de Hipertensão, mas o bom equilíbrio emocional é muito importante para manter a pressão arterial controlada. Outro aspecto de extrema importância, principalmente nas pessoas com mais de 60 anos de idade, está relacionado à quantidade de sal que se come diariamente. O sal é, sem dúvida, um dos maiores aliados da pressão alta em idosos.
     

3. A Hipertensão Arterial só aparece na pessoa idosa?
R. Em geral, manifesta-se após os 40 anos; na 3a idade, ela se torna mais frequente, mas pode ocorrer na infância, geralmente relacionada às doenças dos rins e durante a gravidez.

4. Quais os sintomas mais frequentes da Hipertensão Arterial?
R. Habitualmente ela é uma doença silenciosa, podendo ocasionalmente causar tontura, dor de cabeça, geralmente localizada na nuca, pontos brilhantes nos olhos, cansaço e falta de ar.


5. A Hipertensão Arterial pode provocar lesão no organismo?
R. Sim. Quando não controlado, o hipertenso apresenta grande risco de ter derrame cerebral, angina, infarto do miocárdio, falência da função dos rins, doenças na retina e doenças nas artérias dos membros inferiores.


6. Hipertensão Arterial tem cura?
R. Na maioria das vezes, não. Como é doença crônica, ela não tem cura. Mas o tratamento e controle adequados, sob rigorosa orientação médica, impedem o aparecimento de lesões no organismo, permitindo ao hipertenso levar uma vida saudável.


7. O que o idoso hipertenso precisa saber para levar uma vida saudável?
R. Não só a pessoa idosa, mas todo hipertenso precisa alterar seus hábitos de vida, fazendo uma dieta pobre em gorduras e sal (evitar o uso de saleiro, temperos prontos, alimentos defumados e enlatados) e rica em fibras; realizar atividades físicas regulares; evitar o fumo; controlar o estresse emoci­onal.


8. A obesidade pode levar à Hipertensão Arterial?
R. O indivíduo obeso tem risco aumentado de ser hipertenso, sendo que reduções de peso corporal permitam um melhor controle dos níveis de pressão arterial.


9. O idoso hipertenso pode fazer exercício?
R. Sim. Atividades físicas como caminhar, nadar, pedalar, dançar, fazer exer­cícios aeróbicos são muito importantes para um bom controle da pressão arterial e diminuição do estresse emocional. Mas, lembre-se: é sempre necessário consultar seu médico para orientá-lo sobre a atividade física mais adequada.


10. O serviço público possui programas para o tratamento do hipertenso idoso?
R. As Secretarias Municipais de Saúde possuem o Programa Saúde do Idoso e o Programa de Hipertensão e Diabetes, que coordenam todas as atividades relacionadas com o atendimento ao idoso e especificamente aos portadores de hipertensão arterial e diabetes.


Fonte: Manual do Idoso da Força Sindical

sexta-feira, agosto 27, 2010


Alimentação para o idoso

A palavra idoso substituiu a palavra de conotação pejorativa velho. A população de idosos tem aumentado em quase todos os países. Mesmo em países em desenvolvimento, seu número cresceu acentuadamente, graças à melhoria dos serviços médicos. As necessidades energéticas e nutricionais continuam a mudar à medida que se envelhece. O objetivo do cuidado nutricional deve ser ajudar o idoso a manter qualidade de vida em saúde, utilidade e felicidade. Os idosos devem ter acesso a uma dieta nutritiva para manutenção da sua saúde e também para aumentar a resistência às doenças.
Quando começa a terceira idade?
Uma pessoa acima dos 60 anos é considerada idosa. Pessoas aposentadas também tomam o termo idoso. Mas o fato é que cada pessoa está se movendo de sua juventude para o próximo estágio da vida. Em cada pessoa, a regeneração e degeneração dos tecidos ocorrem. Em idade jovem, a regeneração é maior que a degeneração, enquanto que em idades mais avançadas acontece o contrário. Este processo degenerativo afeta as funções fisiológicas, psicológicas e imunológicas do organismo.
Como cuidar da saúde durante o estágio terceira idade?
Deve-se preparar mentalmente para o fato de que o organismo necessita de uma dieta nutritiva para poder superar a idade avançada. Vamos examinar o que acontece com o organismo e seus tecidos durante este estágio? O estilo de vida terá seu próprio efeito nos órgãos internos, músculos e ossos. Os idosos devem manter uma dieta balanceada que forneça nutrientes adequados para suprir estas necessidades especiais. A dieta deve conter nutrientes essenciais para evitar doenças e acudir aos danos primários dos tecidos. Exercícios regulares moderados são essenciais para manter a vida saudável do idoso.
Necessidade nutricional
É bem sabido que a suscetibilidade às doenças e fraqueza, tanto física quanto psicológica, serão maiores neste período. As doenças podem ser infecciosas como infecções bacteriológicas, virais ou por fungos, não infecciosas como hipertensão ou malignidades, funcionais como constipação ou degenerativas como artrite.
A energia fica reduzida devido à diminuição de atividade física e à redução da taxa metabólica basal. As calorias devem ser adequadas à vida sedentária e restritas se houver tendência à obesidade.
As necessidades calóricas aumentam durante a ocorrência de doenças e sua recuperação. As necessidades protéicas devem ser mantidas em torno de 1g/kg de peso corporal. Mas devido a diminuição do apetite e menor capacidade digestiva, a tendência é do idoso esquecer dos alimentos ricos em proteínas. No avançar da idade, muitos idosos sofrem de problemas dentais, que resultam em dificuldade na mastigação. Alimentos ricos em proteínas tais como carne moída, ovos, peixe, queijo macio, pudins e grãos bem cozidos devem ser incluídos na dieta, dependendo logicamente da saúde de cada indivíduo. Deve-se tomar cuidado em seguir uma dieta específica na ocorrência de doenças como por exemplo diabetes, cardiovasculares, hipertensão, gastrite atrófica e desordens renais.
As gorduras ficam mais difíceis de serem digeridas na idade avançada. Assim cerca de 40-50g de gorduras diariamente é a quantidade recomendada. As gorduras não saturadas devem ter preferência.
A necessidade em cálcio aumenta durante este estágio. A osteoporose é comum no envelhecimento. Pode ser causada pela diminuição da ingestão e absorção do cálcio. Mulheres acima de 50 anos, que ficam confinadas dentro de casa e com ingestão deficiente de vitamina D podem ter por conseqüência osteoporose senil. A exposição ao sol é uma boa fonte de vitamina D. A vitamina D é necessária para absorção apropriada de cálcio.
A necessidade em ferro é a mesma que para adultos, de 25-30 mg. Se a anemia estiver presente, 10mg a mais de ferro pode ser administrada. Os efeitos da deficiência em ferro afetam tanto a imunidade celular quanto a humoral. Sua deficiência pode ser causada pela baixa ingestão, excessiva perda sanguínea por algum motivo como sangramento gastrintestinal, infestação por verminose, doenças como hipotireoidismo ou causada por infecções do trato urinário. Boas fontes de ferro dietético são carne principalmente bovina, suína e fígado. A absorção de ferro aumenta se o idoso consumir estes alimentos conjugados com alimentos ricos em vitamina C, como frutas cítricas.
As vitaminas também têm papel importante para os idosos. O grupo de vitaminas do complexo B é importante para o metabolismo de carboidratos e proteínas. São também essenciais para a manutenção da normalidade do apetite e digestão. Outras vitaminas também são essenciais para o funcionamento apropriado do organismo.
Fluidos – é importante a ingestão adequada de fluidos. A ingestão pode variar de 1500 ml ou mais dependendo da estação, atividade física e status de doenças. A suficiência em fluidos ajuda os rins a funcionarem apropriadamente e a eliminar toxinas. A água ajuda a combater constipação. Deve-se beber água suficiente especialmente durante o dia. Além da água, devem tomar líquidos como iogurtes, sucos de frutas, sopas em intervalos regulares mesmo se não estiverem com sede.
Fibras – a constipação é um dos maiores problemas dos idosos. Pode ser causada pela menor elasticidade do trato digestivo que afeta a peristalse ou devido ao consumo reduzido de alimentos ou ingestão inadequada de fluidos. Fibras duras como aveia integral, por exemplo, não são recomendadas para os mais idosos, sendo as hortaliças tenras e frutas mais apropriadas. A forração do intestino senil não tolera a rusticidade da aveia integral e hortaliças maduras 
A dificuldade em absorção está presente nos idosos devido ao enfraquecimento do sistema digestivo. Portanto a preferência é por alimentos facilmente digeríveis e altamente nutritivos. Os ossos se tornam mais fracos. Uma dieta rica em cálcio deve fazer parte do dia a dia. A secreção de enzimas digestivas pelo estômago, pâncreas e intestinos diminui geralmente com o avanço da idade. Como causa a habilidade em digerir os alimentos também diminui.
Doenças comuns entre os idosos
Antes de listar uma dieta nutritiva, deve-se salientar as doenças mais comuns encontradas entre os idosos. Estão propensos a muitas doenças devido ao processo degenerativo, imunidade deficiente e algumas malignidades. Algumas doenças comuns são a deficiência visual, perda de audição, problemas dentários, bronquites especialmente entre os fumantes, hipertensão, doenças cardíacas, constipação, artrite, osteoporose e câncer em órgãos diversos.
Modificações dietéticas para idosos
1 - Beber fluidos orais para evitar constipação;
2 - Consumir caldos e sopas claras no inicio da refeição para ajudar a digestão;
3 - Propiciar o consumo de alimentos macios e facilmente mastigáveis por conta dos problemas em dentição;
4 - Os alimentos devem ser de fácil digestão, por causa da deficiência na produção de enzimas digestivas;
5 - Os óleos devem ser restringidos e de preferência ingeridos na forma de ácidos graxos polinsaturados. Os idosos são propensos às doenças cardíacas;
6 - A dieta deve conter hortaliças e frutas adequadamente macias para fornecimento de fibras. Evita a constipação e reduz o nível sérico de colesterol;
7 - Café, chá e bebidas à base de cola devem ser restringidos. Sua estimulação excessiva pode interferir com o sono;
8 - Propiciar dieta rica em cálcio. O cálcio é necessário para o fortalecimento ósseo;
9 - Desfrutar de hortaliças folhosas verdes. São facilmente encontradas e fonte rica de vitaminas, minerais e fibras;
10 - A alimentação deve ater-se ao mais familiar possível. Os idosos são emocionalmente apegados até mesmo aos seus alimentos. Qualquer mudança brusca pode causar problemas emocionais;
11 - Refeições menores e mais freqüentes ao invés de refeições pesadas, por serem mais fáceis de digerir;
12 - Comparativamente refeições mais pesadas durante o dia que à noite;
13 - Evitar ao máximo o consumo de doces e açúcares;
14 - Tomar um copo de leite desnatado quente na hora de dormir.

domingo, agosto 22, 2010

DIABETES EM IDOSOS

Diabetes meilitus é uma doença crônica que se caracteriza por uma elevada taxa de glicose (açúcar) no sangue e por uma falta parcial ou total de insulina (hormônio que queima o açúcar). Esta doença é bastante freqüente na população idosa (ocorre em 20% acima de 70 anos) e pouco diagnosticada e tratada nesta idade. A grande maioria dos diabéticos tem mais de 45 anos e no Brasil existem em torno de 5 milhões de diabéti­cos.


Perguntas e Respostas
1. Qual a taxa normal de açúcar no sangue na pessoa idosa?
R. Em qualquer faixa de idade, a taxa normal é de 70 a 110 mg/dl em jejum.


2. O que provoca o aparecimento do Diabetes com o envelheci­mento?
R. O surgimento da doença se dá em pessoas predispostas e com outros fatores como: aumento de peso, falta de atividade física, estresse, infec­ções, grandes cirurgias, uso de alguns remédios, etc.


3. Quais os primeiros sintomas e sinais de Diabetes?
R. O diabetes do idoso, frequentemente, não apresenta sintomas, sendo descoberto, na maioria das vezes, em check up ou em exames para investi­gação de outras doenças. Os sintomas são: perda de peso, muita sede, uri­nar em grande quantidade e várias vezes, principalmente à noite, fome em excesso, fadiga fácil, piora da visão, formigamentos e dormências nas per­nas, coceira na vagina, infecção de pele, dificuldade de cicatrização de feridas, etc.


4. O Diabetes não controlado pode trazer complicações?
R. Sem dúvida, sim. São complicações do diabetes mal controlado: derrame cerebral, infarto do miocárdio, cegueira, amputação de membros inferio­res, doenças renais, impotência sexual masculina, etc.


5. O que o diabético não pode comer?
R. Deve-se evitar os açúcares de absorção rápida como balas, doces, refri­gerantes, bombons, chocolates, mel, melados, bolos, tortas, pudins, geléi­as, biscoitos, bolachas doces, leite condensado, sorvetes e manter, sem abusos, os amidos (pães, massas, arroz, batata) associados a fibras (grãos e leguminosas, cascas e bagaço de frutas), frutas , proteínas (carne, leite, ovos e derivados), legumes e verduras. Fazer no mínimo 4 refeições ao dia, em pequenas quantidades.


6. Exercícios físicos ajudam a controlar o Diabetes?
R. Os exercícios físicos fazem parte do tratamento do diabetes porque me­lhoram a tolerância à glicose e a sensibilidade à insulina. As atividades físi­cas mais recomendadas são a caminhada e os exercícios realizados dentro da água, como natação e hidroginástica.


7. O que é hipoglicemia?
R. É a queda rápida das taxas de glicose no sangue. Tem relação com o excesso de exercícios físicos, infecções, pular refeições durante o dia, vômitos e diarréias, consumo de bebidas alcoólicas. Os sintomas da hipoglice­mia são: fome súbita, fadiga, tremores, tontura, aumento dos batimentos cardíacos, suores, pele fria, úmida e pálida, visão turva, dor de cabeça, dormência nos lábios e língua, sensação de desmaio, desorientação até coma. Se notar um ou mais destes sintomas, tome um copo de leite ou suco; se, em 10 minutos, os sintomas não sumirem, beba água com açúcar. Diante da persistência desses sintomas, você deverá procurar auxílio médico, sempre.


Dicas para o paciente diabético


Não fume; use escovas de dente macias, escove os dentes após cada refeição, massageie a gen­giva, use fio dental todos os dias; a boca pode ser foco de infecção no diabético.


Examine os pés diariamente, mantenha-os limpos, secos e sem calosidades; use calçados confortá­veis.


Consulte o oftalmologista uma vez ao ano e in­forme que é diabético, principalmente se a vi­são piorar ou ficar turva.


Ande sempre com identificação de diabético e leve consigo balas e chicletes.


Não use medicamentos sem aviso prévio ao seu médico, porque muitos deles podem aumentar ou diminuir o efeito do antidiabético que você está tomando.


Não fique muito tempo sem se alimentar; faça, no mínimo, 4 refeições por dia com pequenas por­ções.


Antes de iniciar qualquer tipo de atividade físi­ca, procure um serviço médico para realizar exames que retratem seu real estado de saúde, pois o Diabetes pode predispor a algumas doen­ças do coração, e essas alterações podem ser silenciosas, ou seja, sem lhe trazer sintomas


                                          Fonte: Manual de Saúde do idoso Força Sindical

quarta-feira, agosto 18, 2010

Alzheimer

No dia 14 de junho de 1864, nasceu Alois Alzheimer, na cidade alemã de Marktbreit, filho de Eduard Alzheimer e sua segunda esposa Theresia. Alois estudou medicina em Berlin, apresentando, em 1887, sua tese doutoral sobre “As Glândulas Ceruminais”. Foi nomeado como médico residente no Sanatório Municipal para Dementes e Epilépticos, na cidade de Frankfurt, em dezembro de 1888, sendo logo promovido a médico senior. Casou-se em 1894 com C. S. Nathalie Geisenheimer, que lhe deu três filhos. A esposa veio a falecer em 1901.
A origem do termo “Mal de Alzheimer” deu-se em 1901, quando Dr. Alzheimer iniciou o acompanhamento do caso da Sra. August D., admitida em seu hospital. Em novembro de 1906, durante o 37° Congresso do Sudoeste da Alemanha de Psiquiatria, na cidade de Tubingen, Dr. Alois Alzheimer faz sua conferência, com o título ” Sobre uma enfermidade específica do córtex cerebral“. Relata o caso de sua paciete, August D., e o define como uma patologia neurológica, não reconhecida, que cursa com demência, destacando os sintomas de déficit de memória, de alterações de comportamento e de incapacidade para as atividades rotineiras. Relatou também, mais tarde, os achados de anatomia patológica desta enfermidade, que seriam as placas senis e os novelos neurofibrilares. Dr. Emil Kraepelin, na edição de 1910 de seu “Manual de Psiquiatria”, descreveu os achados de Dr. Alzheimer, cunhando esta patologia com seu nome, sem saber da importância que esta doença teria no futuro.
Dr. Alois foi acometido de uma grave infecção cardíaca (endocardite bacteriana) em 1913. Seguiu enfermo por dois anos, quando no dia 19 de dezembro de 1915 veio a falecer de insuficiência cardíaca e falência renal, na cidade de Breslau, Alemanha.
O que é a doença de Alzheimer e como se manifesta?
A Doença de Alzheimer, também conhecida como demência senil tipo Alzheimer, é a mais comum patologia que cursa com demência. E o que vem a ser demência? Popularmente, conhecida como esclerose ou caduquice, a demência apresenta como características principais:
problemas de memória
perdas de habilidades motoras (vestir-se, cozinhar, dirigir carro, lidar com dinheiro…)
problemas de comportamento
confusão mental.
Quando falamos que as demências estão constituindo um sério problema de saúde pública em todo o mundo, temos que mostrar em números o que isto representa. Hoje temos, no mundo, 18 milhões de idosos com demência, sendo 61% deles em países do terceiro mundo. Daqui a 25 anos terão 34 milhões de idosos nesta situação e a grande maioria (71%), nos países mais pobres! No Brasil, temos atualmente 1,2 milhões de idosos, aproximadamente, com algum grau de demência.
Existem várias teorias que procuram explicar a causa da doença de Alzheimer, mas nenhuma delas está provada. Destacamos:
Idade: quanto mais avançada a idade, maior a porcentagem de idosos com demência. Aos 65 anos, a cifra é de 2-3% dos idosos, chegando à 40%, quando se chega acima de 85-90 anos!
Idade materna: filhos que nasceram de mães com mais de 40 anos, podem ter mais tendência à problemas demenciais na terceira idade.
Herança genética: já se aceita, mais concretamente, que seja uma doença geneticamente determinada, não necessariamente hereditária (transmissão entre familiares).
Traumatismo craniano: nota-se que idosos que sofreram traumatismos cranianos mais sérios, podem futuramente desenvolver demência. Não está provado.
Escolaridade: talvez, uma das razões do grande crescimento das demências, nos países mais pobres. O nível de escolaridade pode influir na tendência a ter Alzheimer.
Teoria tóxica: principalmente pela contaminação pelo alumínio. Nada provado.
Quais sãos os sintomas? No começo são os pequenos esquecimentos, normalmente aceito pelos familiares como parte normal do envelhecimento, mas que vão agravando-se gradualmente. Os idosos tornam-se confusos, e por vezes, ficam agressivos, passam a apresentar distúrbios de comportamento e terminam por não reconhecer os próprios familiares.
À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes dos familiares e cuidadores, quando precisam de ajuda para se locomover, têm dificuldades para se comunicarem, e passam a necessitar de supervisão integral para suas atividades comuns de vida diária (AVD), até mesmo as mais elementares, tais como alimentação, higiene, vestir-se…
Reconhecemos três fases na evolução da doença de Alzheimer, onde os idosos manifestam determinadas características comuns:
Fase inicial:
Distração
Dificuldade de lembra nomes e palavras
Esquecimentos crescente
Dificuldade para aprender novas informações
Desorientação em ambientes familiares
Lapsos pquenos, man não característicos de julgamento e comportamento
Redução das atividades sociais dentro e fora de casa
Fase intermediária
Perda marcante da memória da atividade cognitiva
Deteriorização das habilidades verais, diminuição do conteúdo e da variação da fala
Apresenta mais alterações de comportamento: frustração, impaciência, inquietação, agressão verbal e física
ALucinações e delírios
Incapacidade para convívio social autônomo
Perde-se com facilidade, tendência a fugir ou perambular pela casa
Inicia perda do controle da bexiga
Fase avançada
A fala torna-se monossilábica e, mais tarde, desaparece
Continua delirando
Transtornos emocionais e de comportamento
Perda do controle da bexiga e do intestino
Piora da marcha, tendendo a ficar mais assentado ou no leito
Enriquecimento das articulações
Dificuldade para engolir alimentos, evoluindo para uso de sonda enteral ou gastrostomia (sonda do estômago)
Morte.
Como é feito o diagnóstico?
Não há um teste específico que estabeleça de modos inquestionável a doença de Alzheimer. O diagnóstico de certeza só e feito através de exame patológico (biópsia do tecido cerebral), conduta não realizada quando o idoso está vivo.
Desse modo, o diagnóstico de provável Demência tipo Alzheimer é feito excluindo outras patologias que podem evoluir também com quadros demenciais, tais como:
Doenças de tireóide
Acidentes vasculares cerebrais
Hipovitaminoses
Hidrocefalia
Efeitos colaterais de medicamentos
Depressão
Desidratação
Tumores cerebrais, entre outros.
Temos atualmente um teste denominado avaliação neuro-psicológica, que pode mapear os vários aspectos da mente humana, em busca de possíveis pistas de alterações cognitivas (memória), de comportamento e de dificuldades em atuação nos vários aspectos do dia-a-dia (cuidar de finanças, gerenciar a vida e a sua casa, relacionar com parentes e amigos, depressão…). Um dos testes mais comuns é chamado de mini-exame do estado mental, que é relativamente fácil de ser executado e não cansa o idoso.
MINI-EXAME DO ESTADO MENTAL p
1. Orientação temporal (0-5): ANO – ESTAÇÃO – MÊS – DIA – DIA DA SEMANA
2. Orientação espacial (0-5): ESTADO – RUA – CIDADE – LOCAL – ANDAR
3. Registro (0-3): nomear: PENTE – RUA – CANETA
4. Cálculo- tirar 7 (0-5): 100-93-86-79-65
5. Evocação (0-3): três palavras anteriores: PENTE – RUA – CANETA
6. Linguagem 1 (0-2): nomear um RELÓGIO e uma CANETA
7. Linguagem 2 (0-1): repetir: NEM AQUI, NEM ALI, NEM LÁ
8. Linguagem 3 (0-3): siga o comando: Pegue o papel com a mão direita, dobre-o ao meio, coloque-o em cima da mesa.
9. Linguagem 4 (0-1): ler e obedecer: FECHE OS OLHOS
10. Linguagem 5 (0-1): escreva uma frase completa
11. Linguagem 6 (0-1): copiar o desenho.
TOTAL
Como é feito o tratamento?
É dividido em duas frentes de tratamento:
Tratamento dos distúrbios de comportamento: para controlar a confusão, a agressividade e a depressão, muito comuns nos idosos com demência. Algumas vezes, só com remédio do tipo calmante e neurolépticos (haldol, neozine, neuleptil, risperidona, melleril,entre outros) pode ser difícil controlar. Assim, temos outros recursos não medicamentosos, para haver um melhor controle da situação. Um dos melhores recursos são as dicas descritas neste manual (Manual do Cuidador – Convivendo com Alzheimer), onde mostramos como agir perante aos mais diferentes tipos de comportamento que o idoso ter, no período da agitação.
Tratamento específico: dirigido para tentar melhorar o déficit de memória, corrigindo o desequilíbrio químico do cérebro. Drogas como a rivastigmina (Exelon ou Prometax), donepezil (Eranz), galantamina (Reminyl), entre outras, podem funcionar melhor no início da doença, até a fase intermediária. Porém seu efeito pode ser temporário, pois a doença de Alzheimer continua, infelizmente, progredindo. Estas drogas possuem efeitos colaterais (principalmente gástrico) que podem inviabilizar o seu uso. Também, somente uma parcela dos idosos melhoram efetivamente com o usos destas drogas chamadas anticolinesterásicos, ou seja, não resolve em todos os idosos demenciados. Outra droga, recentemente lançada, é a memantina (Ebix ou Alois), que atua diferente dos anticolinesterásico. A memantina é um antagonista não competitivo dos receptores NMDA do glutamato. É mais usado na fase intermediária para avançada, melhorando, em alguns casos, a dependência do portador para tarefas do dia-a-dia.

ENVELHECER

Não existe idade para o amor.
Você sabia que a única época da nossa vida em que gostamos de ficar velhos é quando somos crianças?
Se você tem menos de 10 anos, está tão excitado sobre envelhecer que pensa em frações:
- Quantos anos você tem?
- Tenho quatro e meio!
Você nunca terá trinta e seis e meio. Você tem quatro e meio, indo para cinco! Este é o lance!
Quando você chega à adolescência, ninguém mais o segura. Você pula para um número próximo, ou mesmo alguns à frente:
- Qual é sua idade?- Eu vu fazer 16!
Você pode ter 13, mas (tá ligado?) vai fazer 16!
E aí chega o maior dia da sua vida! Você completa 21! Até as palavras soam como uma cerimônia:
VOCÊ ESTÁ FAZENDO 21. Uhuuuuuuu!
Mas então você ‘se torna’ 30. Ooooh, que

aconteceu agora? Isso faz você soar como leite estragado:
“Ele ‘se tornou azedo’; tivemos que jogá-lo fora!” Não tem mais graça agora, você é apenas um bolo azedo. que está errado? O que mudou?
Você COMPLETA 21, você ‘SE TORNA’ 30, aí você está ‘EMPURRANDO’ 40. Putz! Pise no freio, tudo está derrapando!
Antes que se dê conta, você CHEGA aos 50 e seus sonhos se foram.
Mas, espere! Você ALCANÇA os 60. Você nem achava que poderia!
Assim, você COMPLETA 21, você ‘SE TORNA’ 30, ‘EMPURRA’ os 40, CHEGA aos 50 e ALCANÇA os 60.
Você pegou tanto embalo que BATE nos 70! Depois disso, a coisa é na base do dia-a-dia: ‘Estarei BATENDO aí na 4ª. feira!’
Você entra nos seus 80 e cada dia é um ciclo completo; você bate no lanche, a tarde se torna 4:30; você alcança o horário de ir para a cama. E não termina aqui.Entrado nos 90, você começa a dar marcha-à-ré: ‘Eu TINHA exatos 92′.
Aí acontece uma coisa estranha. Se você passa dos 100, você se torna criança pequena outra vez: ‘Eu tenho 100 e meio!’
Que todos Vocês cheguem a um saudável 100 e meio!!