Powered By Blogger

terça-feira, agosto 31, 2010

A Hipertensão Arterial em idosos

A Hipertensão Arterial é doença crônica caracterizada pela elevação da pressão arterial igual ou acima de 140/90 (14 por 9), quan­do verificada em várias medidas e em horários diferentes do dia. Embora haja tendência de aumento da pressão arterial com a idade, o objetivo é manter níveis abaixo de 140/90. Estudos demonstraram que cerca de 65% dos idosos são hipertensos e que seu controle adequado reduz significati­vamente os ataques cardíacos e os derrames cerebrais na população idosa.

1. Pressão alta e Hipertensão Arterial soo a mesma coisa?
R. Não. Você pode, em momentos de estresse ou ansiedade, ter uma elevação momentânea da pressão arterial e, após, ela pode retornar ao normal; isto não quer dizer que você tem Hipertensão Arterial, mas que você deverá ter um controle mais periódico de sua pressão.

2. Por que um indivíduo se torna hipertenso?
R. A Hipertensão Arterial pode ser causada por herança genética, tendência familiar e, muitas vezes, está associada a alguns estilos de vida como sedentarismo, hábitos alimentares, fumo, etc. Discute-se atualmente se o estresse emocional é ou não é causa de Hipertensão, mas o bom equilíbrio emocional é muito importante para manter a pressão arterial controlada. Outro aspecto de extrema importância, principalmente nas pessoas com mais de 60 anos de idade, está relacionado à quantidade de sal que se come diariamente. O sal é, sem dúvida, um dos maiores aliados da pressão alta em idosos.
     

3. A Hipertensão Arterial só aparece na pessoa idosa?
R. Em geral, manifesta-se após os 40 anos; na 3a idade, ela se torna mais frequente, mas pode ocorrer na infância, geralmente relacionada às doenças dos rins e durante a gravidez.

4. Quais os sintomas mais frequentes da Hipertensão Arterial?
R. Habitualmente ela é uma doença silenciosa, podendo ocasionalmente causar tontura, dor de cabeça, geralmente localizada na nuca, pontos brilhantes nos olhos, cansaço e falta de ar.


5. A Hipertensão Arterial pode provocar lesão no organismo?
R. Sim. Quando não controlado, o hipertenso apresenta grande risco de ter derrame cerebral, angina, infarto do miocárdio, falência da função dos rins, doenças na retina e doenças nas artérias dos membros inferiores.


6. Hipertensão Arterial tem cura?
R. Na maioria das vezes, não. Como é doença crônica, ela não tem cura. Mas o tratamento e controle adequados, sob rigorosa orientação médica, impedem o aparecimento de lesões no organismo, permitindo ao hipertenso levar uma vida saudável.


7. O que o idoso hipertenso precisa saber para levar uma vida saudável?
R. Não só a pessoa idosa, mas todo hipertenso precisa alterar seus hábitos de vida, fazendo uma dieta pobre em gorduras e sal (evitar o uso de saleiro, temperos prontos, alimentos defumados e enlatados) e rica em fibras; realizar atividades físicas regulares; evitar o fumo; controlar o estresse emoci­onal.


8. A obesidade pode levar à Hipertensão Arterial?
R. O indivíduo obeso tem risco aumentado de ser hipertenso, sendo que reduções de peso corporal permitam um melhor controle dos níveis de pressão arterial.


9. O idoso hipertenso pode fazer exercício?
R. Sim. Atividades físicas como caminhar, nadar, pedalar, dançar, fazer exer­cícios aeróbicos são muito importantes para um bom controle da pressão arterial e diminuição do estresse emocional. Mas, lembre-se: é sempre necessário consultar seu médico para orientá-lo sobre a atividade física mais adequada.


10. O serviço público possui programas para o tratamento do hipertenso idoso?
R. As Secretarias Municipais de Saúde possuem o Programa Saúde do Idoso e o Programa de Hipertensão e Diabetes, que coordenam todas as atividades relacionadas com o atendimento ao idoso e especificamente aos portadores de hipertensão arterial e diabetes.


Fonte: Manual do Idoso da Força Sindical

sexta-feira, agosto 27, 2010


Alimentação para o idoso

A palavra idoso substituiu a palavra de conotação pejorativa velho. A população de idosos tem aumentado em quase todos os países. Mesmo em países em desenvolvimento, seu número cresceu acentuadamente, graças à melhoria dos serviços médicos. As necessidades energéticas e nutricionais continuam a mudar à medida que se envelhece. O objetivo do cuidado nutricional deve ser ajudar o idoso a manter qualidade de vida em saúde, utilidade e felicidade. Os idosos devem ter acesso a uma dieta nutritiva para manutenção da sua saúde e também para aumentar a resistência às doenças.
Quando começa a terceira idade?
Uma pessoa acima dos 60 anos é considerada idosa. Pessoas aposentadas também tomam o termo idoso. Mas o fato é que cada pessoa está se movendo de sua juventude para o próximo estágio da vida. Em cada pessoa, a regeneração e degeneração dos tecidos ocorrem. Em idade jovem, a regeneração é maior que a degeneração, enquanto que em idades mais avançadas acontece o contrário. Este processo degenerativo afeta as funções fisiológicas, psicológicas e imunológicas do organismo.
Como cuidar da saúde durante o estágio terceira idade?
Deve-se preparar mentalmente para o fato de que o organismo necessita de uma dieta nutritiva para poder superar a idade avançada. Vamos examinar o que acontece com o organismo e seus tecidos durante este estágio? O estilo de vida terá seu próprio efeito nos órgãos internos, músculos e ossos. Os idosos devem manter uma dieta balanceada que forneça nutrientes adequados para suprir estas necessidades especiais. A dieta deve conter nutrientes essenciais para evitar doenças e acudir aos danos primários dos tecidos. Exercícios regulares moderados são essenciais para manter a vida saudável do idoso.
Necessidade nutricional
É bem sabido que a suscetibilidade às doenças e fraqueza, tanto física quanto psicológica, serão maiores neste período. As doenças podem ser infecciosas como infecções bacteriológicas, virais ou por fungos, não infecciosas como hipertensão ou malignidades, funcionais como constipação ou degenerativas como artrite.
A energia fica reduzida devido à diminuição de atividade física e à redução da taxa metabólica basal. As calorias devem ser adequadas à vida sedentária e restritas se houver tendência à obesidade.
As necessidades calóricas aumentam durante a ocorrência de doenças e sua recuperação. As necessidades protéicas devem ser mantidas em torno de 1g/kg de peso corporal. Mas devido a diminuição do apetite e menor capacidade digestiva, a tendência é do idoso esquecer dos alimentos ricos em proteínas. No avançar da idade, muitos idosos sofrem de problemas dentais, que resultam em dificuldade na mastigação. Alimentos ricos em proteínas tais como carne moída, ovos, peixe, queijo macio, pudins e grãos bem cozidos devem ser incluídos na dieta, dependendo logicamente da saúde de cada indivíduo. Deve-se tomar cuidado em seguir uma dieta específica na ocorrência de doenças como por exemplo diabetes, cardiovasculares, hipertensão, gastrite atrófica e desordens renais.
As gorduras ficam mais difíceis de serem digeridas na idade avançada. Assim cerca de 40-50g de gorduras diariamente é a quantidade recomendada. As gorduras não saturadas devem ter preferência.
A necessidade em cálcio aumenta durante este estágio. A osteoporose é comum no envelhecimento. Pode ser causada pela diminuição da ingestão e absorção do cálcio. Mulheres acima de 50 anos, que ficam confinadas dentro de casa e com ingestão deficiente de vitamina D podem ter por conseqüência osteoporose senil. A exposição ao sol é uma boa fonte de vitamina D. A vitamina D é necessária para absorção apropriada de cálcio.
A necessidade em ferro é a mesma que para adultos, de 25-30 mg. Se a anemia estiver presente, 10mg a mais de ferro pode ser administrada. Os efeitos da deficiência em ferro afetam tanto a imunidade celular quanto a humoral. Sua deficiência pode ser causada pela baixa ingestão, excessiva perda sanguínea por algum motivo como sangramento gastrintestinal, infestação por verminose, doenças como hipotireoidismo ou causada por infecções do trato urinário. Boas fontes de ferro dietético são carne principalmente bovina, suína e fígado. A absorção de ferro aumenta se o idoso consumir estes alimentos conjugados com alimentos ricos em vitamina C, como frutas cítricas.
As vitaminas também têm papel importante para os idosos. O grupo de vitaminas do complexo B é importante para o metabolismo de carboidratos e proteínas. São também essenciais para a manutenção da normalidade do apetite e digestão. Outras vitaminas também são essenciais para o funcionamento apropriado do organismo.
Fluidos – é importante a ingestão adequada de fluidos. A ingestão pode variar de 1500 ml ou mais dependendo da estação, atividade física e status de doenças. A suficiência em fluidos ajuda os rins a funcionarem apropriadamente e a eliminar toxinas. A água ajuda a combater constipação. Deve-se beber água suficiente especialmente durante o dia. Além da água, devem tomar líquidos como iogurtes, sucos de frutas, sopas em intervalos regulares mesmo se não estiverem com sede.
Fibras – a constipação é um dos maiores problemas dos idosos. Pode ser causada pela menor elasticidade do trato digestivo que afeta a peristalse ou devido ao consumo reduzido de alimentos ou ingestão inadequada de fluidos. Fibras duras como aveia integral, por exemplo, não são recomendadas para os mais idosos, sendo as hortaliças tenras e frutas mais apropriadas. A forração do intestino senil não tolera a rusticidade da aveia integral e hortaliças maduras 
A dificuldade em absorção está presente nos idosos devido ao enfraquecimento do sistema digestivo. Portanto a preferência é por alimentos facilmente digeríveis e altamente nutritivos. Os ossos se tornam mais fracos. Uma dieta rica em cálcio deve fazer parte do dia a dia. A secreção de enzimas digestivas pelo estômago, pâncreas e intestinos diminui geralmente com o avanço da idade. Como causa a habilidade em digerir os alimentos também diminui.
Doenças comuns entre os idosos
Antes de listar uma dieta nutritiva, deve-se salientar as doenças mais comuns encontradas entre os idosos. Estão propensos a muitas doenças devido ao processo degenerativo, imunidade deficiente e algumas malignidades. Algumas doenças comuns são a deficiência visual, perda de audição, problemas dentários, bronquites especialmente entre os fumantes, hipertensão, doenças cardíacas, constipação, artrite, osteoporose e câncer em órgãos diversos.
Modificações dietéticas para idosos
1 - Beber fluidos orais para evitar constipação;
2 - Consumir caldos e sopas claras no inicio da refeição para ajudar a digestão;
3 - Propiciar o consumo de alimentos macios e facilmente mastigáveis por conta dos problemas em dentição;
4 - Os alimentos devem ser de fácil digestão, por causa da deficiência na produção de enzimas digestivas;
5 - Os óleos devem ser restringidos e de preferência ingeridos na forma de ácidos graxos polinsaturados. Os idosos são propensos às doenças cardíacas;
6 - A dieta deve conter hortaliças e frutas adequadamente macias para fornecimento de fibras. Evita a constipação e reduz o nível sérico de colesterol;
7 - Café, chá e bebidas à base de cola devem ser restringidos. Sua estimulação excessiva pode interferir com o sono;
8 - Propiciar dieta rica em cálcio. O cálcio é necessário para o fortalecimento ósseo;
9 - Desfrutar de hortaliças folhosas verdes. São facilmente encontradas e fonte rica de vitaminas, minerais e fibras;
10 - A alimentação deve ater-se ao mais familiar possível. Os idosos são emocionalmente apegados até mesmo aos seus alimentos. Qualquer mudança brusca pode causar problemas emocionais;
11 - Refeições menores e mais freqüentes ao invés de refeições pesadas, por serem mais fáceis de digerir;
12 - Comparativamente refeições mais pesadas durante o dia que à noite;
13 - Evitar ao máximo o consumo de doces e açúcares;
14 - Tomar um copo de leite desnatado quente na hora de dormir.

domingo, agosto 22, 2010

DIABETES EM IDOSOS

Diabetes meilitus é uma doença crônica que se caracteriza por uma elevada taxa de glicose (açúcar) no sangue e por uma falta parcial ou total de insulina (hormônio que queima o açúcar). Esta doença é bastante freqüente na população idosa (ocorre em 20% acima de 70 anos) e pouco diagnosticada e tratada nesta idade. A grande maioria dos diabéticos tem mais de 45 anos e no Brasil existem em torno de 5 milhões de diabéti­cos.


Perguntas e Respostas
1. Qual a taxa normal de açúcar no sangue na pessoa idosa?
R. Em qualquer faixa de idade, a taxa normal é de 70 a 110 mg/dl em jejum.


2. O que provoca o aparecimento do Diabetes com o envelheci­mento?
R. O surgimento da doença se dá em pessoas predispostas e com outros fatores como: aumento de peso, falta de atividade física, estresse, infec­ções, grandes cirurgias, uso de alguns remédios, etc.


3. Quais os primeiros sintomas e sinais de Diabetes?
R. O diabetes do idoso, frequentemente, não apresenta sintomas, sendo descoberto, na maioria das vezes, em check up ou em exames para investi­gação de outras doenças. Os sintomas são: perda de peso, muita sede, uri­nar em grande quantidade e várias vezes, principalmente à noite, fome em excesso, fadiga fácil, piora da visão, formigamentos e dormências nas per­nas, coceira na vagina, infecção de pele, dificuldade de cicatrização de feridas, etc.


4. O Diabetes não controlado pode trazer complicações?
R. Sem dúvida, sim. São complicações do diabetes mal controlado: derrame cerebral, infarto do miocárdio, cegueira, amputação de membros inferio­res, doenças renais, impotência sexual masculina, etc.


5. O que o diabético não pode comer?
R. Deve-se evitar os açúcares de absorção rápida como balas, doces, refri­gerantes, bombons, chocolates, mel, melados, bolos, tortas, pudins, geléi­as, biscoitos, bolachas doces, leite condensado, sorvetes e manter, sem abusos, os amidos (pães, massas, arroz, batata) associados a fibras (grãos e leguminosas, cascas e bagaço de frutas), frutas , proteínas (carne, leite, ovos e derivados), legumes e verduras. Fazer no mínimo 4 refeições ao dia, em pequenas quantidades.


6. Exercícios físicos ajudam a controlar o Diabetes?
R. Os exercícios físicos fazem parte do tratamento do diabetes porque me­lhoram a tolerância à glicose e a sensibilidade à insulina. As atividades físi­cas mais recomendadas são a caminhada e os exercícios realizados dentro da água, como natação e hidroginástica.


7. O que é hipoglicemia?
R. É a queda rápida das taxas de glicose no sangue. Tem relação com o excesso de exercícios físicos, infecções, pular refeições durante o dia, vômitos e diarréias, consumo de bebidas alcoólicas. Os sintomas da hipoglice­mia são: fome súbita, fadiga, tremores, tontura, aumento dos batimentos cardíacos, suores, pele fria, úmida e pálida, visão turva, dor de cabeça, dormência nos lábios e língua, sensação de desmaio, desorientação até coma. Se notar um ou mais destes sintomas, tome um copo de leite ou suco; se, em 10 minutos, os sintomas não sumirem, beba água com açúcar. Diante da persistência desses sintomas, você deverá procurar auxílio médico, sempre.


Dicas para o paciente diabético


Não fume; use escovas de dente macias, escove os dentes após cada refeição, massageie a gen­giva, use fio dental todos os dias; a boca pode ser foco de infecção no diabético.


Examine os pés diariamente, mantenha-os limpos, secos e sem calosidades; use calçados confortá­veis.


Consulte o oftalmologista uma vez ao ano e in­forme que é diabético, principalmente se a vi­são piorar ou ficar turva.


Ande sempre com identificação de diabético e leve consigo balas e chicletes.


Não use medicamentos sem aviso prévio ao seu médico, porque muitos deles podem aumentar ou diminuir o efeito do antidiabético que você está tomando.


Não fique muito tempo sem se alimentar; faça, no mínimo, 4 refeições por dia com pequenas por­ções.


Antes de iniciar qualquer tipo de atividade físi­ca, procure um serviço médico para realizar exames que retratem seu real estado de saúde, pois o Diabetes pode predispor a algumas doen­ças do coração, e essas alterações podem ser silenciosas, ou seja, sem lhe trazer sintomas


                                          Fonte: Manual de Saúde do idoso Força Sindical